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Cervejeiros

28/02/2017 17:08:32

A Bélgica, que tem o apelido de “paraíso cervejeiro”, conta com cerca de 200 cervejarias, segundo o Belgian Brewers Annual Report (Relatório Anual de Cervejarias Belgas), número bastante expressivo se levarmos em conta o pequeno tamanho do território desse charmoso país europeu, que é pouco maior que o estado de Alagoas (em torno de 30.528 km²).
A tradição cervejeira belga tem uma longa história. Desde antes da conquista pelo Império Romano, há mais de dois mil anos, já se produzia cerveja na região dos países baixos. Com a queda de Roma, o poder da Igreja cresceu e começaram a surgir alguns monastérios, que já vinham equipados com cervejarias para suprir a demanda dos próprios monges e, também, da população local. Entre os principais estilos que compõem a rica paleta de cores, aromas e sabores da Escola Belga, estão:
 
Witbier: cerveja de coloração amarelo-palha, normalmente turva, com boa formação de espuma densa e cremosa, com aromas cítricos e condimentados devido à adição de raspas de laranja e sementes de coentro. É uma cerveja refrescante, ótima para dias de calor. Alguns rótulos para conhecer: Hoegaarden, Celis White, St. Bernardus Wit.
 
Trapistas: apresentam perfil aromático frutado, alto teor alcoólico, alta carbonatação e paladar seco. Entre os estilos trapistas estão a Belgian Blonde; Belgian Dubbel; a Belgian Tripel, que tem uma maior potência alcoólica e maior presença de lúpulos florais; e a Belgian Dark Strong Ale, versão mais potente das trapistas, com alto teor alcoólico, licorosa. Alguns rótulos para conhecer: La Trappe Blond, Chimay Rouge, Westmalle Tripel, Rochefort 10, Orval.
Saison: Em geral, são cervejas cuja cor vai do dourado ao âmbar, com grande formação de espuma e apresentando aromas complexos e cítricos, condimentadas. Seu baixo corpo e alta carbonatação tornam as Saison cervejas muito refrescantes, porém o teor alcoólico pode variar bastante. Recentemente, houve uma febre de Saisons por todo o mundo e, no Brasil, este estilo tornou-se muito apreciado pelas cervejarias brasileiras por sua versatilidade permitir a inclusão de frutas regionais, com resultados bastante interessantes. Alguns rótulos para conhecer: Fantôme Saison, Tupiniquim Saison de Caju, Invicta / 2 Cabeças Saison à Trois.
 
Lambics: A família Lambic engloba diferentes estilos produzidos por meio de fermentação espontânea. Ou seja, as cervejas Lambic são fermentadas através da ação de leveduras presentes no ar ao invés de serem inoculadas com variedades selecionadas, como é prática comum nas Ales e Lagers. O resultado são cervejas efervescentes, de caráter ácido e geralmente trazendo notas aromáticas rústicas que remetem a couro e feno. Por vezes contam com adição de frutas como cerejas, são blends de Lambic nova com Lambic envelhecida, ou então tem adição de açúcar. Independente da variação, todas representam a tradição cervejeira da Bélgica e merecem fazer parte do repertório de quem curte cerveja. Alguns rótulos para conhecer: Lindemans Kriek, Boon Mariage Parfait.
 
Flanders Red Ale e Oud Bruin: são cervejas tradicionais da região de Flandres. Em sua produção, parte delas passa por extenso envelhecimento – chegando por vezes a 18 meses – em grandes dornas de carvalho, o que contribui com um caráter acético à bebida, lembrando vinagre balsâmico, devido à ação de bactérias. Esta cerveja envelhecida é então misturada com uma parcela de cerveja “nova”, o que equilibra os aromas e gostos do conjunto. Alguns rótulos para conhecer: Rodenbach Classic, Duchesse de Bourgogne, Bacchus Vlaams Oud Bruin.
Fonte: Mestre Cervejeiro.
 
Dia 18 de março ocorre
encontro da Acerva Estrela em homenagem ao dia de St. Patrik’s Day. Mais informações com os membros da Acerva Estrela.
 
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