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Coluna da melhor idade

09/03/2017 18:55:08

Namoro na terceira idade é qualidade de vida
Que tal reunir toda a bagagem de uma vida com as emoções típicas da adolescência? É mais ou menos o que acontece com o namoro na terceira idade. Muito além do sexo, o amor ultrapassa o corpo e a idade biológica, tornando-se uma história que agrega cultura e história e, principalmente, integra uma nova família.
Um dos principais empecilhos de um romance entre idosos é a visão social. O senso comum diz que os jovens devem aproveitar para conhecer novas pessoas, flertar e paquerar, enquanto que os mais velhos devem cuidar dos netos e se dedicar aos filhos. No entanto, a ciência já mostra que um amor tardio pode ser benéfico e, inclusive, causar tanto furor quanto na adolescência.
De acordo com um estudo de geriatria feito nos Estados Unidos, por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, as pessoas idosas podem sentir tanto afeto e emoção durante o despertar de um romance quanto as jovens. A chegada de uma companhia para o dia a dia reduz a fragilidade e a solidão, já que grande parte dos idosos não tem mais os filhos em casa, nem ninguém para tomar conta. Ao contrário, são eles que precisam de cuidados.
A dificuldade maior está em enfrentar as convenções sociais e os preconceitos que surgem, principalmente, na família. Em alguns casos, a preocupação acontece por interesses.
É comum que os parentes se questionem sobre herança, investimentos de aposentadoria ou substituição do pai ou da mãe, em casos de viuvez. Respeito e amor devem se sobressair quando isso ocorrer. No entanto, são as experiências passadas que determinam se a relação será positiva ou negativa.
O envelhecimento compromete a parcela do sistema nervoso que controla a excitação, mas não altera tanto o comportamento e a forma com a qual os idosos experimentam a emoção. O namoro na terceira idade pode ser tão cheio de altos e baixos quanto na juventude, mas a maturidade traz pontos de vista mais racionais.
Segundo psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), viver um caso de amor é benéfico em qualquer etapa da vida, garantindo prazer e bem-estar. Na terceira idade, porém, os efeitos são ainda maiores, já que proporcionam vontade de viver mais.