Estado

Reunião-almoço

05/11/2013 - Estado

Para economista, momento é de cautela para os empresários


A reunião-almoço mensal da Câmara de Comércio, Indústria, e Serviços de Estrela (Cacis) apresentou, na última semana, o cenário econômico mundial e os desafios do pequeno e médio empreendedor no contexto global-local. Alexandre Englert Barbosa, doutor em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é quem deu o alerta: a economia brasileira vai crescer menos e é preciso cautela na hora de programar investimentos em 2014. 


Com um crescimento projetado em 2,8% no índice do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, não dá para se “esticar” muito no próximo ano. “Não é um índice ruim. É crescimento. Menos do que deveria, mas é crescimento”, explica Barbosa. De acordo com ele, com base nesse valor, a projeção econômica de 2014 é ainda menor: 2,5%. Assim, quem pensa em investir, deve desacelerar. 


A volta do aquecimento e a recuperação dos mercados mundiais colaboram para reduzir o crescimento econômico nacional. O efeito nocivo na economia brasileira vem da década passada. Segundo o doutor em economia, entre 2004 e 2010, o mercado mundial elevou o padrão da economia nacional. Só que as políticas econômicas do Banco Central não estiveram alinhadas para “aproveitar” esse momento e construir uma base sólida, necessária agora. “Assim com a saída do investimento estrangeiro, os efeitos são sentidos no bolso do empresário”, explica Barbosa. Por isso, a dica para o empreendimento – de qualquer porte – em 2014 é segurar os investimentos. “Não dá para planejar investir com a mesma intensidade que na década passada”, sublinha. 



Endividamento

O comércio varejista também sente os reflexos da retração do mercado financeiro. Enquanto na década passada se comprava e produzia mais, a capacidade de adquirir bens do consumidor também reduziu. “Havia um estímulo grande ao consumo, por parte do governo. Mas se hoje, sairmos às ruas, perguntarmos para um cidadão comum se ele tem uma geladeira nova, a resposta será sim. Mas o carnê de pagamento também é novo”, compara. Barbosa diz que esse estímulo federal à compra compromete a renda das famílias. Com isso, reflete em menos vendas no comércio varejista. Em 2004, o índice de crescimento do comércio era de 8%. Em 2013, a estimativa é 5% e em 2014, deve ser menor, segundo economista. 


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