Estado

Sem contrato, sem investimento

31/01/2014 - Estado

Reunião ocorreu na quarta-feira, na presença de representantes de governo/ Fotos Rodrigo Nascimento

Corsan e Prefeitura destacam a importância da assinatura do contrato


O prefeito em exercício de Estrela, Valmor Griebeler, se mostra preocupado com a não assinatura do contrato com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Griebeler explica que a falta do documento limita a zero o investimento da companhia na cidade e ainda pode impedir as obras de investimento na rede de esgoto, no abastecimento de novos loteamentos e do Distrito Industrial em Novo Paraíso. A pavimentação de ruas, feita com recursos que devem vir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), também pode ser um problema no futuro próximo. 


O presidente da companhia, Tarcísio Zimmermann, veio pessoalmente compartilhar da preocupação e garantir que, o que foi acordado durante um ano de negociações, está assegurado no contrato. O documento necessita de aprovação na Câmara para ser aprovado. Já os investimentos em esgotamento sanitário podem levar até oito anos para começar. 


Atingindo a cifra aproximada de R$ 50 milhões em investimentos ao longo de 25 anos, o contrato para concessão da água em Estrela está para ser aprovado. Depois de uma longa discussão – de quase um ano –, Corsan e Estrela chegaram a um ponto comum. “Estamos para assinar um convênio para a pavimentação de ruas no município. Precisamos ter a garantia de que a estrutura de canos e obras subterrâneas seja realizada”, explica. Griebeler quer planejar para onde pode mandar o asfalto, mas precisa saber da Corsan onde serão os investimentos em canalização. A fala dele é endossada pelo presidente da estatal, Tarcísio Zimmermann, que veio acompanhado do gerente regional da companhia, Alexsander Pacico. “A Corsan precisa ter uma garantia em contrato para investir. E esse tema nos preocupa, porque precisamos ter sincronismo com as nossas obras”, salienta Zimmermann. 



Oito anos para aplicar

Zimmermann explica que um dos pontos de ajustes dentro do novo contrato da Corsan para Estrela são os prazos e investimentos. O primeiro passo, segundo o presidente, é realizar um estudo que viabiliza os projetos de engenharia. “Isso leva cerca de 18 meses. Mas já no primeiro ano é possível começar a captar recursos com a União”, garante. Projeto pronto, mais estudo – um ano e meio. Aí vem a licitação e as licenças ambientais – mais um ano. “Por experiência que temos, os projetos de esgotamento sanitário levam até oito anos para serem concluídos”, projeta. 


O ajuste no contrato que está para ser aprovado prevê que a cada cinco anos seja feita uma avaliação para um ajuste – tanto na questão investimento quanto na questão obras. 



Esburacar ruas

Quando se refere à pavimentação, Griebeler diz que existe um projeto, em vias de ser assinado, para disponibilizar até R$ 11 milhões para calçamento em Estrela. “Precisamos saber para onde vão os investimentos da companhia, para pavimentar outras ruas. Não dá para realizar uma obra e em seguida ter ela consertada”, explica.


O novo contrato prevê ainda uma participação da companhia para quando  for necessário perfurar alguma rua. Segundo Griebeler, de saída a Corsan fará um repasse de R$ 1 milhão para o investimento em consertos na pavimentação. Além do aporte inicial, a Corsan vai pagar uma “mesada” para Estrela. Todo mês, será repassado R$ 10 mil para obras na pavimentação que o município vai contratar direto. 



Entrave

Além de poder prejudicar a pavimentação nas ruas do município, a falta de contrato com a Corsan emperra também o investimento industrial de Estrela. Segundo o vice-presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Estrela (Cacis), Rui Grave, é necessário que se tenha água para atrair fábricas e empreendimentos na cidade. 


Outra questão levantada pelo empresário diz respeito à saída de recursos de Estrela para outras cidades. “Como não temos contrato com a companhia, tudo que ela arrecada aqui vai para outros municípios. Eu sempre defendi que o que é de Estrela tem que ficar em Estrela”, completa. 


Segundo a Prefeitura, hoje a Corsan arrecada cerca de meio milhão de Reais por mês em tarifas. Com o novo contrato, a estatal vai disponibilizar R$ 1 milhão e mais uma taxa mensal de R$ 10 mil para obras de recapeamento asfáltico.



Prioridade na Câmara

Para o presidente da Câmara de Vereadores, Marcelo Braun (PSDB), o tema – contrato com a Corsan – será tratado com urgência. A volta do recesso dos vereadores ocorre no dia 17 de fevereiro. Tão logo, o líder promete uma reunião. “Vamos avaliar a possibilidade de trazer novamente a Estrela o presidente da Corsan, para tirar dúvidas. Mas eu acredito que o projeto, entrando nas comissões logo no início das atividades, deva ser votado já no dia 24 de fevereiro”, antecipa Braun. 


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