Estado

Risco de não abrir mais

13/09/2013 - Estado

Produção está paralisada desde o dia 23 de agosto/ Frederico Sehn

Estado pede o fechamento definitivo da Latvida A Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), que tem vinculação à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), solicitou o cancelamento do registro da VRS Indústria de Laticínios – Latvida. Segundo o diretor do Dipoa, Eraldo Leão Marques, a empresa já está fechada, proibida de industrializar produtos desde o dia 23 de agosto. “A medida agora visa a suspensão do registro da Latvida, que ocasionaria assim, o fechamento definitivo da unidade”, explica. No dia 23 de agosto, o Dipoa decidiu interditar a unidade industrial Latvida, devido às irregularidades encontradas em vistoria realizada na fábrica. Desde então, a unidade está parada. Para tentar dar continuidade a produção, a Latvida entrou com um processo de recuperação judicial, para sanar as contas da empresa e garantir que os 220 funcionários parados não fossem demitidos. Com o pedido, foi contratado um novo gestor industrial que vai avaliar a situação da empresa e fazer as adequações apontadas pelo Dipoa, para que a planta possa operar novamente em Estrela. O advogado da Latvida, Gerson Luiz Carlos Branco deve se pronunciar ainda nesta quarta-feira, 11, para comentar a decisão do Dipoa. O diretor do órgão estadual afirma que uma decisão sai nos próximos 15 dias. “A empresa teve várias oportunidades de se ajustar, mas não cumpriu. Fica difícil negociar assim. Não é interesse do Estado que uma empresa assim permaneça em atividade”, conclui Marques. Nota da empresa Em nome do diretor Rui José Sulzbach, a Latvida encaminhou uma nota, comentando a notícia de que o estado tentaria cassar a licença de funcionamento da empresa. No documento, a indústria reforça que demonstrou que o seu leite nunca teve formaldeído – contaminação com formol. Diz ainda que o armazenamento de leite embalado (em caixas longa vida) e com prazo de validade expirado no mesmo depósito (mas em lugar diverso) em que estava armazenado leite com prazo de validade vigente, deveu-se a procedimento determinado e acompanhado pelo Dipoa. O comunicado diz que a VRS Indústria de Laticínios, demonstrará, a seu tempo, que todos os produtos que fabricou sempre primaram pela qualidade. A empresa reforça que está em recuperação judicial, e está tomado medidas para sua reorganização societária e econômica. Por fim, a nota assinada por Sulzbach diz que a empresa espera que não seja objeto de represálias por defender seus direitos e por provar que nunca teve formaldeído nos produtos que fabricou.

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