Polícia

Reflorestamento: Trocando exóticas por nativas

27/04/2012 - Polícia

Árvores derrubadas, uma clareira à beira do arroio e águas sujas em virtude da falta de mata ciliar. O cenário de destruição vem assustando a todos que passam pela ponte alta sobre o Arroio Estrela, em direção à Avenida Rio Branco. Local de muitas árvores, hoje se encontra com troncos ao chão. “As pessoas nem sabem o que está acontecendo e já tem gente me criticando”, lamenta Jorge Wendt (42), proprietário das terras. O mesmo vem desenvolvendo um projeto de recuperação de área degradada, substituindo toda vegetação exótica por mata nativa.

O proprietário adquiriu a área em 2008 e, desde aquela época, ao perceber a presença de eucaliptos à beira do Arroio, decidiu que iria tirá-los. “Sei que a árvore não é boa à beira de água. Então entrei em contato com a Secretaria do Meio Ambiente. Eles me explicaram que eu teria que fazer um projeto e contar com auxilio de profissionais da área, e é o que estou fazendo”, afirma Wendt.

Legalização
Secretária do Meio Ambiente e Saneamento Básico de Estrela, Ângela Schossler explica que os procedimentos que vem sem executados no local estão corretos e dentro da lei. “Ninguém pode sair por aí cortando qualquer árvore, mas nesse caso específico, o proprietário entrou com um projeto e recebeu autorização. Na verdade, ele está fazendo um bem para o município, melhorando a área que é de mata ciliar”.
Ângela explica que o projeto de recuperação implica a retirada de árvores como pinos, eucaliptos, ligustro e uva-do-japão, para o posterior plantio de árvores nativas numa extensão de 50 metros das margens do Arroio.

A execução do projeto só foi possível após autorização do Departamento de Florestas e Áreas Protegidas. Após o plantio de nativas, Wendt deve contar com acompanhamento técnico por quatro anos. “Mal posso esperar para quando isso tudo tiver verde de novo. Sei que meu filho vai sentir orgulho de mim, pois estou fazendo um bem pra natureza”, orgulha-se.
O projeto de recuperação foi feito por uma bióloga. Já a parte de derrubada de árvores e plantio, Wendt conta com um técnico da área. Ao todo, já foram removidos 39 eucaliptos e dez pinos. “Tenho o dever de plantar 200 árvores nativas, mas, se tudo der certo, pretendo ultrapassar esse número”, planeja.
As novas mudas devem ser plantadas no mês de agosto. A área foi averbada na escritura do imóvel de Wendt por se tratar de uma área de preservação permanente. “O município só tem a ganhar”, finaliza Ângela.

 


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