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70 anos de amor: casal da São José comemora a união

Oscar e Alicia Schörr se conheceram enquanto ainda estudavam e começaram o romance em um baile na localidade onde ainda residem

07/06/2019 - Variedades

Créditos da matéria: Ana Caroline Kautzmann

A memória já não tão boa quanto antigamente impede que Oscar Bruno Schörr, de 93 anos, se recorde da primeira vez em que viu a esposa Alicia, de 89. Mas ela lembra bem: ele estava no último e ela no primeiro ano do colegial. “Tenho até hoje uma foto guardada que o professor fez e nós aparecíamos na escola”, comenta. “De fato, era destino”, diz Oscar.

Mas foi em um baile, na São José, em Estrela, onde hoje ainda moram, que o romance iniciou. “Nos conhecemos mesmo em um baile aqui na São José. Eu tinha 15 anos, ele 19. Depois disso, ele veio passear na minha casa, no domingo. Quando noivamos, ele passou a vir nas quartas também, sempre de cavalo”, conta Alicia.

Em tempos diferentes, as visitas além de dia marcado terminavam cedo. “Um domingo choveu, choveu, e eu disse para ele não ir pra casa, que podia dormir no quarto do meu irmão. Ele me falou: mas amanhã tu bate às 5h na porta, preciso ir para casa antes que o pai acorde. Antigamente as coisas eram diferentes”, diz Alicia.

Uma história de vida e de amor

O namoro durou quatro anos. Noivaram e o casamento ocorreu no pátio da casa da mãe de Alicia. “Os casamentos eram em quartas-feiras, não em sábados, como é hoje. Colocamos mesas no pátio para servir o churrasco e o espeto era feito no mato, não era nem de inox. Era tudo diferente, mas foi bonito”, lembra.

Do casamento, não tiveram nenhum filho biológico. Mas, aos 8 anos, Egídio Vogel, filho do irmão de Alicia, veio para a casa da família. “Ele gostava muito de trabalhar na roça e o pai dele só tinha moinho, e trabalhava como cabeleireiro, daí ele ficou conosco até casar. Consideramos nosso filho. Hoje ele tem duas filhas, a Caroline e a Patrícia. Eles são muito bons para nós”, destaca.

No dia 14 de maio o casal completou 70 anos de matrimônio. A festa, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), foi para comemorar as Bodas de Vinho e o relacionamento que perdura com companheirismo e amor. O segredo? Alicia revela: “É viver junto, olhar TV, tomar chimarrão, é o companheirismo.” Para Oscar, resposta para o casamento duradouro é curta: “É bênção de Deus”.

Trabalho e dificuldades

De família de agricultores, o casal trabalhou durante boa parte da vida no campo. Criavam porcos, galinhas e vacas. O cenário mudou quando os dois precisaram passar por diversas cirurgias.

“O Oscar fez seis cirurgias e eu cinco. Então por um tempo precisei fazer tudo sozinha, trabalhei muito pesado. Depois, cuidamos dos pais do Oscar e, por 20 anos, também da minha mãe”, conta Alicia. Por conta das condições de saúde, deixaram o trabalho pesado e atuaram na construção do loteamento da São José.

Mesmo com 89 anos, Alicia ainda cuida da horta, lava as roupas e limpa a casa. Além disso, o casal gosta de participar das festas da comunidade e está presente sempre que possível. “Dançar não dançamos mais porque o Oscar não consegue. Mas sempre que possível nós vamos”, salienta ela. 


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