Esportes

Downhill

23/11/2012 - Esportes

Ladeira da Harmonia e considerada a mais rápida do mundo em uso para a modalidade / Mariana Bechert

Adrenalina a mais de 100 km/h

 

Descer uma íngreme ladeira a mais de 110 km/h. Desta vez não se tratava de motorista fora da lei. Mas fazer isso de skate. Coisa de louco! Depende do ponto de vista. Para quem estava na torcida, talvez. Mas para quem no último domingo descia a ladeira da Linha Harmonia, em Teutônia, era a mais pura diversão, adrenalina. Algo sério, digno de muito treino e dedicação. Foi o que se viu ao longo de todo o final de semana na disputa de mais uma etapa do IGSA de skate downhill, o campeonato mundial da modalidade. O Top Skate Pró Teutônia (antigo Malarrara) mais uma vez levou grande público a conferir os mais de 250 skatistas a descer a ladeira considerada a mais rápida do mundo. E Estrela esteve lá, com Fernando Agnoletto (30).

 

Agnoletto, que é amador, pois faz disto apenas uma diversão, competiu em meio aos profissionais, atletas que vivem do skate em locais que este esporte é o meio de sustentação e bem mais valorizado. “Não passei para a fase classificatória. Apesar de desde pequeno andar de skate, gostar da modalidade, estou apenas há oito meses treinando na modalidade longboard speed, e não me dedico exclusivamente a isto. Até esperava ir melhor, mas a competição é de alto nível. Os competidores são realmente profissionais. No próximo ano, quem sabe, me saio melhor”, destaca ele, que ao lado do lajeadense Tiago Lorenzoni foram os únicos competidores do Vale em meio a atletas de todo o Brasil, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, França, Itália, República Checa, Austrália, Suíça, África do Sul e demais países. 

 

Agnoletto, hoje proprietário de uma marcenaria, diz que sempre gostou do skate. “Desde pequeno. Não era do futebol. Sempre me identifiquei mais com outros esportes, e o skate foi um deles.” Também fez parte das equipes de Estrela de canoagem, quando chegou a representar as seleções gaúcha e brasileira. “Foram mais de dez anos na canoagem, mais por questões de oportunidade do que de estudo, mas aprendi muito nesta época”, garante.

 

Preconceito

 

Agnoletto afirma que as coisas para o mundo do skate começam a mudar um pouco e aos poucos. “Preconceito, de fato, das pessoas eu não sentia muito na prática. Talvez aquele olhar desconfiado. Mas das autoridades sim. Podia ter alguém usando drogas perto de ti, mas era, e ainda é às vezes, o skatista a quem as autoridades vem cobrar, fiscalizar, importunar”, lembra. “É o preço que o skate pagou por ter sido associado há um mundo mais rebelde anos atrás. Mas as pessoas precisam saber que agora há famílias que levam seus filhos para brincar, andar de skate, incentivam a isso, assim como um pai vai jogar bola com seu filho. Como em tudo pode haver maus exemplos, mas é sim um esporte digno, com muitos benefícios a quem o pratica”, afirma ele, que dia 15 e 16 de dezembro irá disputar em Novo Hamburgo o Mad Rats Downhill Chalenge (www.madratsdownhillchallenge.com.br).  


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