Variedades

A alegria da dança no grupo da São Jacó

Blumenkranz é o único grupo do interior de Estrela

28/12/2018 - Variedades

O Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Blumenkranz, de São Jacó, é o único do interior de Estrela e há 21 anos traz alegria por meio das coreografias ensaiadas pelos integrantes. Com idades que variam dos 46 anos aos 83 anos, são 34 dançarinos e com histórias de superação.
Integrante do Blumenkranz há dez anos, Neusa Maria Werle conta que o grupo iniciou pequeno e que começou a dançar para fazer companhia à mãe. “Ela já participava desde a fundação. Entrei para estar com ela e depois de três anos, fui fazendo cursos, puxando a frente e me tornei professora voluntária”, comenta.

Os ensaios do grupo ocorrem sempre nas quintas-feiras, no ginásio da comunidade de São Jacó. Ali, dançam pessoas de diferentes idades, mas que amam a dança da mesma forma. “É um trabalho muito gratificante, porque somos unidos, todos sempre comparecem. Já tivemos pessoas com depressão que, quando entraram para o grupo, conseguiram parar de tomar os remédios, porque a dança ajuda para o corpo e para a mente. Ver a alegria deles, para mim, não tem preço”, destaca Neusa.

Ao longo de 2018, os dançarinos fizeram mais de 20 apresentações, visitando os grupos que anualmente participam da festa do Blumenkranz, que ocorre no mês de abril. Em 2019, ela já está marcada para ocorrer no dia 11. “Em toda saída, pelo menos uma coreografia nova a gente leva, isso é fundamental, porque se ficarmos fazendo a mesma coisa, fica monótono. Ao contrário do que muitos acham, com essa idade eles não precisam ir devagar, eles precisam ser cada vez mais estimulados”, comenta Neusa.

Herança da mãe

São 31 mulheres e três homens. Entre eles, Mário José Käfer, de 82 anos, pai de Maria Denise Käfer Lindemann, de 46. Ela, a mais nova, e ele, o homem mais velho entre os integrantes. A mãe e esposa, Maria Eduviges Käfer, foi quem teve a ideia de criar o grupo e, após seu falecimento em janeiro deste ano, deixou a dança como herança para a família. “Minha mãe e o pai tinham a mesma idade. Ele que acompanhava e apoiava ela, porém não dançava, porque achava que não levava jeito. Quando fizeram Bodas de Ouro, foi a primeira vez que dançou valsa”, comenta Maria.

Em junho, alguns meses após o falecimento de Maria Eduviges, ocorreu o Baile de Kerb do Blumenkranz, momento em que o pai atendeu aos pedidos e aceitou dançar. “Para mim está sendo algo novo, porque não é minha faixa etária, mais da metade do grupo tem de 60 anos para cima. Dançar com o pai é um duplo desafio, tanto pela dança, quanto pelas limitações da idade. Mesmo assim, quando vimos, estávamos dançando na Oktoberfest em Blumenau. A dança é uma terapia, é uma semente que a mãe deixou.”

Intercâmbio de conhecimentos

Além das visitas realizadas nos municípios próximos, o grupo realiza anualmente uma viagem maior, efetuando um intercâmbio entre os dançarinos. “Este ano fomos para Blumenau/SC. Nessas viagens longas, ficamos na casa dos dançarinos e quando eles vêm, ficam nas nossas, isso é a coisa mais maravilhosa, porque cria uma amizade”, conta Neusa. 


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