Estado

Greve

31/08/2013 - Estado

Com faixas e cartazes, funcionários querem reajuste salarial/ Joyce Alves Zanon / O Informativo do V

Funcionários da Camera paralisam por reajuste salarial Desde a meia-noite de terça-feira, 27, parte dos funcionários da fábrica de esmagamento de soja da Camera estão de braços cruzados. Segundo o Sindicato da Alimentação de Estrela, a indústria participa este ano da “Convenção do Óleo” - rodada de negociação com outras empresas do setor, que oferecem reajuste de 8,2%. Os funcionários querem 2% de ganho real, mais a reposição da inflação – 8,95%, mais o aumento do vale-alimentação de R$ 180 para R$ 220 ou R$ 230. A direção da empresa afirma estar aberta à negociação. Pedro Mallmann, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação em Estrela, diz que a categoria quer ganhar um pouco mais do que outros setores da alimentação, como o ramo de padaria, classificado como “alimentação geral”, que teve reajuste aprovado de 8,65%. “Por isso os funcionários decidiram parar. Imagine se uma potência igual a Camera não teria condições de oferecer mais aos seus funcionários”, questiona. Mallmann diz que os funcionários do turno da noite não ingressaram na fábrica. O primeiro turno, que começa às 6h também não. Segundo ele, apenas 10% do efetivo trabalha. “A empresa está apenas embarcando o farelo de soja, mas a produção está parada”, completa. De acordo com o presidente do Sindicato, enquanto não houver acordo, a mobilização continua e deve ser estendida a outras fábricas no Rio Grande do Sul. Por trabalhar com esmagamento de grãos de soja, os funcionários da Camera pertencem ao Sindicato da Alimentação de Estrela. Aberto a negociação Diretor de operações do grupo Camera, José Leonardo Aita disse que em levantamento feito, 70% dos funcionários trabalharam normalmente nesta terça-feira. Segundo ele, o Sindicato impediu a entrada de 30% dos trabalhadores por conta do movimento de greve. “Nós estamos abertos ao diálogo e a Camera oferece, além do plano de benefícios, um reajuste de 8,2%.” O diretor afirma ainda que a indústria paga salários acima da média do mercado. Aita garante que a produção da fábrica de esmagamento de soja não será afetada pela greve, pois a indústria tem compromissos com entrega de produtos aos seus clientes e acredita em um entendimento coletivo. “Nós estamos abertos ao diálogo e a negociação”, conclui Aita. Pleito Segundo o Sindicato, o Grupo do Óleo oferece 8,2% de reajuste, mais aumento do vale-alimentação de R$ 180 para R$ 194. Mallmann diz que os funcionários querem 8,95% e um reajuste do benefício para R$ 220 ou R$ 230. Sem contraproposta Na tarde de ontem, o presidente do Sindicato da Alimentação confirmou ao Jornal Nova Geração que a negociação com a empresa não avançou em nada e que a empresa não havia se posicionado sobre a contraposta. Mallmann confirma que a produção está parada desde o início da semana e que não tem previsão de quando os funcionários voltem ao trabalho. A unidade de esmagamento de soja da Camera em Estrela emprega cerca de 120 funcionários.

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