Estado

Combustível naval

22/11/2013 - Estado

Barardo e Mallmann durante o encontro da TMB com o município/ Rodrigo Nascimento

TMB espera gerar R$ 16 bilhões em movimentação de cargas no Porto


Em visita oficial ao município, a  Terminal Multiuso do Beato (TMB) de Lisboa, capital de Portugal, prometeu movimentar o Porto de Estrela. Com a abertura dos portos à iniciativa privada pelo Governo Federal, a empresa que atua na Europa e na África promete altos investimentos em tecnologia logística. Estima “por baixo” empregar R$ 300 milhões na estrutura física. E com base no potencial de carga e movimentação pluvial do Rio Grande do Sul, projeta mover R$ 16 bilhões por ano – ou 5% – do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho no primeiro semestre de 2013. Resolvida a parte burocrática com a União e o Estado, a TMB deve operar ainda em 2014. 


A “nova” entrada dos portugueses de navio no Brasil será por Estrela. Por estar em uma região interligada por hidrovias, o Porto chamou atenção do investimento luso, que aproveita a MP dos portos para ampliar o mercado em “águas antes não navegadas”. O diretor de CEO da TMB Brasil, José Barardo, fala em dinamizar a operação portuária no Estado. “Nossa intenção é oferecer uma nova logística de cargas, que pode ser mais competitiva em termos financeiros. Essa competitividade é importante para as empresas”, destaca Barardo. 


O Rio Grande do Sul chama atenção da empresa por ter uma extensa malha hidroviária, com condições de navegabilidade, contudo, sem uso da capacidade efetiva. Segundo o diretor comercial da TMB no Brasil, Helder Cruz, além da capacidade existe o contexto ambiental. “O transporte por hidrovia é mais barato e menos poluente. Hoje em dia é preciso olhar o nosso futuro, projetando uma condição ambiental melhor”, defende.


Navegação adaptada

A TMB possui tecnologia para edificar toda a estrutura de logística portuária necessária. Inclusive, sobre as embarcações que trafegam pelo canal. “Não é o rio que tem que se moldar ao tipo de navegação e sim a embarcação”, diz o engenheiro e diretor técnico da empresa, Joaquim Moreira. Segundo ele, a partir das necessidades – tanto de carga, quanto de navegabilidade do Porto de Estrela –, a TMB oferece condições de operar sem problemas estruturais. Essa característica ajudaria a resolver o problema da falta de calado do curdo fluvial.


A TMB atua há 60 anos no mercado europeu. Na costa norte da África, em países como Moçambique e Angola empresa de logística mantém operações em portos federais e pretende ampliar o leque de negócios para Argélia e Líbia.



Trâmite burocrático

Segundo o prefeito de Estrela, Rafael Mallmann, o município procura agora desenrolar o processo. Como o lote de terra pertence ao Estado e a estrutura, à União, é preciso formatar um meio de viabilizar a entrada da TMB, que não vai administrar o modal, e sim, embarcar e desembarcar cargas no espaço. “Estamos alinhando os interesses. Como o uso do porto passa por uma questão legal, é preciso que se escolha a forma como a empresa vai operar”, explica Mallmann. Nesta perspectiva, existem três modalidades. O governo federal pode fazer a licitação, ou passar a atividade portuária para o Estado ou município. “Estamos vendo qual é o processo mais rápido. A Companhia de Docas do Maranhão, que é quem atualmente administra o porto, pode continuar em Estrela”, completa o prefeito.



De olho no crescimento

Se Estrela é a ligação entre as rotas marítimas e pluviais da navegação, no Rio Grande do Sul está o cofre que a TMB prospecta. De olho na economia gaúcha, que cresceu 15% no segundo trimestre de 2013 e atinge os R$ 320 bilhões nos primeiros seis meses do ano, os portugueses querem investir no Sul. “Estrela é o nosso ponto de partida. Com o investimento no porto, acreditamos conseguir gerar em recursos o equivalente a 5% do PIB do Estado”, projeta o diretor. Assim, nas contas da TMB, o modal deve movimentar o equivalente a R$ 16 bilhões em cargas. Segundo dados do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), o PIB da região, em 2010, foi de R$ 8 bilhões. 


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