Estrela

Famílias sem acesso à água potável

24/06/2016 - Estrela

Apesar de não ser campeã das reclamações, ficando atrás dos serviços como telefonia e energia elétrica, a Corsan, principal fornecedora de água do Estado, não passa ilesa quando o assunto é serviço com excelência. Muitas são as reclamações quanto à qualidade do serviço e a demora na solução de problemas. Outras remetem à questão estrutural que impede, por exemplo, uma execução mais rápida da pavimentação de vias e a instalação de empresas em novos loteamentos e áreas. Ou como o drama das famílias da localidade de Santa Rita, onde em dias de chuva da torneira sai água com barro, pois o acesso à água tratada é apenas um sonho.

A poucos metros de um dos trechos já duplicados – mas não finalizados – da BR-386, fica o pequeno acesso de terra batida que leva à comunidade de Santa Rita, onde moram cerca de 40 pessoas, dos 2 aos 87 anos de vida, a maioria familiares. Em meio a casas humildes, novas construções estão surgindo. Antenas de TV a cabo e outros já dão sinal de desenvolvimento. Mas da torneira... jorra barro. Na casa de Jocieli de Vargas (24), que mora com as filhas Estefani (6), Emanoela (9) o marido Alexandre Machado (27), um cano que sobe ao telhado é a pista do local de onde a família capta a água. Uma espécie de poça, localizado a mais de 300 metros, num barranco em meio a uma área verde, está o poço artesiano. “Em dias que chove muito, ou dois, três dias seguidos, fica impossível lavar roupa, até mesmo tomar banho. A água é amarela”, releva Jocieli. “Quem dirá dar para as meninas beberem. Elas já ficaram doentes e tenho certeza que foi por causa da água. Minha mãe tem pedra na vesícula e muitos aqui reclamam de outros problemas”, destaca. Os pedidos por água tratada são muitos e antigos. “A questão não é apenas a qualidade. E os gastos que isso dá. Estes canos têm que sempre ser trocados, os chuveiros e torneiras estão sempre estragando. E aquele poço volta e meia precisa ser limpo. Quem faz e paga por tudo isso? Nós.”    

 

 

Metas na renovação do contrato

Segundo Valmor Griebeler, mesmo que com atrasos e algumas pressões sejam necessárias, principalmente pela questão burocrática que sempre envolve os poderes públicos, as metas estabelecidas no acordo firmado por ocasião da renovação do contrato com a Corsan, em 2014, estão saindo. “Nossa preocupação sempre foi estabelecer metas por período de desenvolvimento e investimentos por parte da Corsan no município. Tivemos o cuidado para que, a cada cinco anos, este contrato pudesse ser revisto, ou anulado, caso estes compromissos não estivessem sendo cumpridos. Não mais um contrato tão extenso sem cronograma de investimentos”, destaca. “Dentre estas metas, ficou estipulada o repasse de R$ 1,3 milhão para o recapeamento asfáltico das vias onde a Corsan efetivamente fez melhorias ou houve a necessidade disto, e que se encontram em situações não aceitáveis. A estatal cumpriu essa meta e com este valor recapeamos 14 ruas asfálticas de Estrela.” Entre as quais estão a Bruno Schwertner, Frederico Sulzbach, Balduíno Pedro Vier, Marinheiros e Arnaldo Balvé, totalizando uma área de 44,9 mil metros quadrados. “Outra meta é o repasse de R$ 15 mil mensais para a manutenção das redes e estações compactadas de tratamento de esgoto já existentes, o que têm ocorrido”, afirma.

 

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal NG.


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