Estrela

Bioeconomia em pauta na Câmara

Empresário Carlos Dullius abordou tema e falou das dificuldades de implementação no país

26/04/2019 - Estrela

Na sessão do Legislativo de segunda-feira, dia 22, o doutor Carlos Dullius falou sobre o tema Bioeconomia – perspectivas de futuro – e como é tratada dentro e fora do país. “A bioeconomia é uma ciência nova que está ligada ao desenvolvimento sustentável, e busca novas tecnologias”, explicou.

De acordo com Dullius, ela foca em inovação e melhor qualidade de vida às pessoas, além de melhores condições ao meio ambiente. “Reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos e surgiu, na década de 60, com uma grande discussão dentro da academia na Europa, onde, até então, se separava economia e meio ambiente.”

Para ele, a bioeconomia é a economia pós-petróleo, porque substituiu recursos fósseis, ou parte deles, por recursos naturais renováveis sem perder o foco da sustentabilidade. “Não tem como ter desenvolvimento sustentável sem planejamento político estratégico.

Dentro da cadeia de valor da bioeconomia há quatro pilares, conforme Dullius. São eles: saúde, nutrição animal e humana, química e energia. “O Brasil possui uma estratégia desde 2010, porém, ainda não é entendida nem pelos políticos e nem pelo setor privado, como uma oportunidade. Enquanto especialistas internacionais apontam-na como o novo ciclo do ouro para o Brasil”, alertou.

Com a palavra, os vereadores:

- Marco Wermann (PV) lembrou que é um tema importante, porém, pouco explorado. O vereador questionou o que Estrela poderia pensar e regulamentar para incentivar a bioeconomia a baixo investimento. Dullius disse que vê Estrela muito bem situada e fazendo um trabalho que se destaca no que se refere ao meio ambiente, como produção de biogás. “Tem grande potencial a partir dos dejetos e também da agroindústria. Tem perfil para se trabalhar a bioeconomia. Seria interessante trabalhar na escola, pois é multidisciplinar.”
- Marcio Mallmann (PP) disse se preocupar com o tema a partir da agricultura, pois, segundo ele, muitas vezes o produtor é visto como alguém que prejudica o meio ambiente. “Claro que existe uma agressão ao meio ambiente, que é inerente à produção, mas também é aquele que protege. As matas e vertentes são preservadas no interior”, lembrou. Dullius falou que existe o conflito, mas que depende da forma com que o desenvolvimento da agricultura é feito.


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