Esportes

Mundial de Jiu-jítsu

19/04/2013 - Esportes

Moura, Reiter, Huber, Anka e Gregory, reencontro estrelense em Abu Dhabi / divulgação

Evolução internacional marca disputa dos estrelenses

 

Chegaram de volta ao Estado, ontem, Fábio Gregory (27), Mauri de Moura (18) e Miguel Anka (31), após representarem Estrela no World Professional Jiu-Jítsu, o campeonato mundial mais respeitado da modalidade. A competição ocorreu ao longo da última semana em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, país referência na modalidade desde 1999. Medalhas desta vez não vieram na bagagem de volta dos estrelenses, nem mesmo na de outros brasileiros, mas a experiência adquirida valerá para futuras competições numa modalidade cada vez mais exigente técnica e profissionalmente. 

 

Gregory e Moura foram derrotados no primeiro embate. “A minha participação foi muito boa. Consegui fazer uma bela luta na estreia, mas encarei logo o campeão da categoria, e que era um atleta da casa. Os Emirados Árabes possui diversas oportunidades para as mais diversas áreas, entre elas o jiu-jítsu, no qual lá se investe muito”, destaca Gregory, que participou da categoria marrom pesadíssimo – acima de cem quilos. “É um país que esta se desenvolvendo muito no jiu-jítsu e com muita estrutura, tanto para atletas locais como para estrangeiros, e isso tem feito a diferença, pois lutamos muito bem”, alerta Mauri, derrotado na categoria faixa azul (até 70 quilos) por um atleta do Kuwait, nesta que marcou a sua primeira participação no Mundial. 

 

 

Experiência x profissionalismo

 

A opinião dos estreante Moura combina com a de Miguel Anka, que disputou pela quarta vez o Mundial, do qual em 2009 voltou campeão na faixa azul e vice em 2011 na roxa. Agora na faixa marrom – até 82 quilos, caiu nas semifinais. “Chamou a atenção o nível técnico dos atletas. Não tem mais essa de brasileiro ser unanimidade. Os atletas do Brasil ainda são respeitados, mas o mundo hoje valoriza o jiu-jítsu”, destacou ele, direto de Abu Dhabi. “Aqui há lutadores com 25 anos que estão na modalidade desde a juventude, se dedicam a isso de forma exclusiva e profissional, e são amparados por equipes com médicos e preparadores físicos”, ressalta. “Em Estrela treino quase só com iniciantes, pois sou professor. Me faltaram alguns trabalhos mais duros, pois fiz milagre aqui. Competi só com profissionais. Venci duas lutas preliminares e perdi a semifinal para um australiano, que depois faturou o título. Na disputa pelo bronze perdi a medalha para um polonês faltando 30 segundos”, revela Anka.

 

 

Outros estrelenses

 

Já Luis Huber, que é de Estrela mas hoje está à serviço do jiu-jítsu nos Emirados Árabes Unidos, caiu na estreia da faixa preta – leve 76 quilos, num duelo nacional com um atleta carioca. Na mesma categoria, mas do outro lado da chave, estava Maiky Reiter, também de Estrela e que igualmente está a serviço do governo local para ensinamentos da modalidade. Reiter avançou até às semifinais, quando foi derrotado por outro brasileiro, mas naturalizado norte-americano, Lucas Lepri.  

 

 

Nacional

 

Miguel Anka nem terá tempo para muito descanso na sua volta a Estrela. Entre os dias 25 e 28 ele disputará, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro. Este será realizado em Barueri-SP. 

 

Além da Prefeitura Municipal de Estrela, os lutadores contam com o apoio da Smarja e da Launer Química, Keiko, Integralmedica, Clínica Balestro, Soges e academia Corpus, além de contribuições espontâneas e de rifas.


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