Estrela

CML: 115 anos construindo histórias

Instituição é referência em educação no Vale do Taquari e atualmente possui mais de 500 alunos

27/09/2019 - Estrela

Desde agosto de 1904, Estrela conta com uma escola referência em educação, não só para o município, mas também para a região. Nesta data, nascia a Escola Paroquial Evangélica, uma iniciativa da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana e funcionava onde hoje é o Lar do Jovem.
Mantida e organizada pela comunidade, nos moldes de uma instituição comunitária, a escola surgiu com a tarefa de difundir a educação e a cultura. O primeiro pastor da paróquia, Imanuel Haetinger, foi também o primeiro professor na instituição e de início ensinava 13 alunos.

Em 10 de setembro de 1949, numa noite chuvosa, no Bar Abrigo Municipal, onde na época funcionava a Rádio Alto Taquari, reuniram-se membros da comunidade para criar a Sociedade Evangélica Educacional de Estrela e formar a diretoria (hoje chamada de Mantenedora) para dar andamento à criação de um educandário, denominado Colégio Martin Luther.

Em 1952, um grande passo na história do CML: começava, no Bairro Oriental, a construção do novo prédio da escola, muito maior do que o anterior e mais estruturado, que atende hoje, 510 alunos. “Desde o início, a história do CML sempre revelou arrojo, luta, desprendimento e vontade de crescer; e é nesta linha que queremos continuar”, destaca o ex-aluno, ex-diretor e atualmente professor do CML, Werner Kurt Hilgemann, que está envolvido na instituição há 43 anos.

Aprender é para a vida

A instituição atende alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. Além disso, no turno da noite, oferece dois cursos técnicos: Mecânica e Alimentos, e é também o polo de ensino EAD da Unisinos no Vale, atuando para qualificar profissionais que contribuam para o desenvolvimento regional.

Pensando nisso também que o CML se preocupa em manter constantemente a formação continuada do corpo docente e a atualização do plano de ensino. O colégio pensa e coloca em prática projetos que visam o incentivo à leitura, como o CML Leia, e a pesquisa, CML Investiga. “Inclusive, no dia 11 de outubro, das 7h30min às 10h, teremos a mostra de trabalhos do CML Investiga, no Ginásio Ito Snel, e convidamos todos a prestigiarem esse momento”, destaca a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, Mônica Nunes.

Famílias

O envolvimento da família no processo de aprendizado é outro ponto de destaque. “Desde o início do CML, nossa meta é a excelência na educação e acreditamos muito nessa conexão entre família e escola”, afirma a administradora Rita Laira Fritz. “Não temos como contabilizar estes 115 anos, pois vai muito além de simples número de alunos que se formaram no CML. Significa famílias que por aqui passaram e toda uma comunidade impactada por uma Educação Luterana de qualidade”, complementa a diretora, Andréa Desbessel.

Grandes incentivadores

Dois espaços do colégio homenageiam e levam o nome de duas pessoas que tiveram importância para a história da instituição: o ginásio, Ito João Snel, e o auditório, Werner Kurt Hilgemann. Snel é lembrado pela persistência e empenho para tornar o CML uma escola de qualidade. Durante a construção do auditório e da cozinha, o cimento utilizado, trazido da Inglaterra, foi doado pelo médico, que também entregava ao colégio o salário que recebia para dar aulas.

Já Hilgemann é, atualmente, o servidor com mais tempo de envolvimento com a instituição. Durante sua trajetória, introduziu cursos técnicos e contribuiu para dar destaque ao esporte, em uma parceria com o Bira, no basquete, e posteriormente no vôlei, esporte que projeta atletas a times de renome, e anualmente alcança títulos em campeonatos nacionais e sul-americanos, trabalho hoje conduzido pelo Projeto Social da escola - Criança Esporte Clube - em parceria com a Avates.

Escola que inova é escola que cresce

Em 2018, o CML ficou em sétimo lugar no Estado no Enem, além de registrar, anualmente, vários alunos premiados em olímpiadas e competições. Um esforço de várias mãos e iniciativas. Os estudantes estão munidos de aparelhos tecnológicos, o que, para o colégio, significa novos meios para melhorar ainda mais o ensino. “Com os avanços tecnológicos, outras maneiras de ensinar surgiram, mas a busca pelo conhecimento aprofundado é constante, permitindo que os alunos façam boas escolhas no futuro”, destaca Mônica. No aplicativo Anglo, os alunos realizam, em horários alternativos ao da escola, exercícios e podem, inclusive, assistir videoaulas. Outro local diferenciado é a Sala Maker para aprender, na prática, a teoria vista em sala de aula. 


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