Estrela

Colinas e Estrela são considerados infestados pelo Aedes Aegypti

Levantamento é do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) e cidades intensificam ações de combate ao mosquito da dengue

04/01/2019 - Estrela

Colinas e Estrela fazem parte da contagem de 18 municípios do Vale do Taquari que estão infestados por larvas do mosquito Aedes Aegypti. O dado faz parte do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS).

A veterinária da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Flavia Pereira Bavaresco, esclarece que são considerados municípios infestados pelo mosquito aqueles com disseminação e manutenção do vetor nos domicílios. “As cidades não infestadas fazem vigilância de armadilhas a cada semana e em pontos estratégicos a cada 15 dias, coletando larvas. Se detectarem o mosquito, se faz uma delimitação de foco em um raio de 300 metros do local onde foi encontrado o primeiro, e se encontrar um novo em outro imóvel neste raio passa a ser área infestada”, explica. A partir disso, para ser considerado desinfestado, o município, de acordo com Flávia, precisa passar um ano sem coletar a larva.

A coordenadora da Vigilância Sanitária de Estrela, Carmen Hentschke, afirma que desde 2016 se repetem amostras positivas de larvas. “Nós já passamos por situações piores. Em um LIRAa tivemos sete bairros positivos para a larva do mosquito. No último e quarto levantamento do ano, em outubro, só o Moinhos deu positivo”, explica.

São 38 pontos estratégicos em Estrela. Nestes, como em cemitérios, borracharias e lojas de materiais de construção, as visitas são feitas a cada 15 dias. “Nestes locais já tivemos larvas positivas, mas não dentro do levantamento e sim coletadas em visitas. Nossa situação é preocupante, as pessoas precisam ficar alertas, percebemos que algumas estão atentas ao problema, mas muitas ainda não, porque como está infestado e não tem o adoecimento de pessoas, elas acreditam que não há perigo, mas tem”, comenta.

Cuidado permanente

Proprietária de uma clínica veterinária, Camila Wülfing, já recebeu algumas das visitas que são feitas diariamente no município. No local, nenhuma larva do mosquito foi encontrada, já que o cuidado é permanente, independente da época. “Essas visitas são para o nosso bem. Aqui evitamos plantas que acumulam água e estamos sempre limpando os potes dos cachorros”, destaca.

Colinas contra o mosquito

Desde outubro, Colinas é considerado um município infestado. De acordo com a coordenadora do Departamento de Saúde da prefeitura, Ana Paula Jasper, as larvas foram encontradas em domicílios e em terrenos baldios do Centro da cidade. “Podemos considerar ambos pontos críticos, já que toda população recebe informações sobre o controle e combate ao Aedes há bastante tempo. Apesar disso, ainda nos deparamos com fontes de jardim, potes com água e acúmulo de lixo. Precisamos ser mais vigilantes e disseminar ainda mais a necessidade de eliminar estes criadouros”, comenta.

A prevenção e atuação do município contra o mosquito ocorre através das agentes comunitárias de saúde, que atuam levando orientações para a população durante as visitas domiciliares. “Elas também estão treinadas a identificar possíveis criadouros de mosquito e atuam em atividades de orientação dentro das escolas, junto com a equipe da Unidade Básica de Saúde”, explica Ana.

Além disso, para o início deste ano estão previstas outras iniciativas, como a contratação de um agente de combate a endemias. “Também elaboramos um plano de trabalho, com o planejamento de ações, incluindo a formação de um Comitê de Combate ao Aedes, que estará discutindo mensalmente estratégias e a condição situacional do município”, explica. 

Medidas de prevenção

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Entre as medidas, recomenda-se:
- Tampar caixas d’água, tonéis e latões;
- Guardar garrafas vazias viradas para baixo;
- Guardar pneus sob abrigos;
- Manter lixeiras fechadas;
- Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
- Manter piscinas tratadas o ano inteiro;
- Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia.


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