Estrela

Comunidade pode ajudar a manter 150 bolsistas

Instituição precisa angariar manifestações da população para renovar filantropia

30/08/2019 - Estrela

Créditos da matéria: Ana Caroline Kautzmann

Desde 1952, o Colégio Martin Luther (CML) possui a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Educação (Cebas), o que implica, a cada três anos, em uma análise minuciosa, por parte do Ministério da Educação (MEC). Considerada uma instituição filantrópica, o CML possui benefícios, como a isenção de contribuições para a seguridade social. Em contrapartida, dos 525 alunos atendidos, o colégio oferece bolsa de estudo integral ou parcial para 150 estudantes, cenário que pode mudar. “Precisamos realizar uma prestação de contas para renovação do certificado. Normalmente recebemos alguma diligência a ser resolvida. Desta vez, em relação ao processo de 2012, precisamos passar por essa consulta pública”, explica a contadora da escola, Vanessa Dienstmann.

O processo consiste em mobilizar a sociedade para preencher um formulário no portal do Cebas, declarando a importância da filantropia da instituição. “A intenção da consulta é saber se a comunidade reconhece a instituição como relevante e filantrópica”, destaca a diretora pedagógica Andréa Desbessel.

Processo finaliza dia 6

É a primeira vez que o colégio passa pela consulta pública e o prazo para que a comunidade se manifeste é 6 de setembro. “Estamos fazendo uma mobilização geral, pais, alunos, especialmente aqueles que possuem bolsas, mas toda comunidade escolar está sendo chamada para preencher o formulário”, comenta a administradora Rita Laira Fritz. O CML também necessita da participação de pessoas jurídicas, empresas parceiras ou fornecedores. Para auxiliar o colégio na renovação da certificação acesse o link http://siscebaslegado.mec.gov.br/site/consulta/index/coProcesso/892  e preencha o formulário.

Aprendizado para o futuro

Ana Luísa da Costa tem 20 anos e cursa Medicina Veterinária na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A estudante foi bolsista integral no CML de 2014 a 2016, durante o Ensino Médio. No fundamental, estudou na Emef Arnaldo José Diel. “Sempre tive um estímulo muito grande da minha família para estudar. Eles queriam que eu tivesse as melhores oportunidades para chegar até onde estou hoje. Nós não teríamos condições de pagar uma escola particular como o CML e era meu sonho conseguir uma bolsa ali”, conta.

Ela destaca a importância do colégio para chegar à universidade federal. “Eu aproveitei muito meu Ensino Médio, tive professores de qualidade, que me deram todo apoio necessário. Fui direto da escola para a universidade pública”, conta. Sobre a questão das bolsas, demonstra tristeza ao pensar que muitos alunos podem ficar sem o estudo. “Essas bolsas são muito importantes para que as pessoas possam ter acesso a um ensino diferenciado, que não podem pagar. Abre novos horizontes, novas portas. Se eu não tivesse a bolsa, eu não estaria aqui ou teria demorado muito mais tempo para entrar na universidade. Quando fiquei sabendo dessa situação, fiquei muito triste, porque é uma oportunidade muito grande”, explica. 


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