Estrela

Cultura que transpassa oceanos

Grupos já realizaram mais de 1,8 mil apresentações em mais de 700 cidades, de dez Estados do Brasil e em diversos países

24/05/2019 - Estrela

Os Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Estrela representam hoje uma grande expressão cultural no Brasil, já que completam 55 anos de atividades ininterruptas, atualmente com 12 categorias e 450 integrantes de todas as faixas etárias, dos 3 aos 90 anos. Foram mais de 1,8 mil apresentações em mais de 700 cidades, de dez Estados do Brasil e em diversos países, como Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, França, Portugal, entre outros.

O coordenador Andréas Hamester está à frente dos Grupos há 34 anos, mas já dança desde os 3 anos. Ele avalia que os dançarinos são referência para o surgimento de outras dezenas de grupos de danças. “Praticamente minha vida toda esteve ligada aos Grupos. Então analisar o que são hoje não é um fato isolado e sim uma consequência de anos e anos de construção cultural”, afirma.

Mais de 30 mil espectadores

Em média, são 60 apresentações por ano para mais de 30 mil pessoas. O instrutor de danças destaca que é um desafio construir esse processo cultural ligado ao folclore sem perder a essência, mas também uma recompensa ver o crescimento. “Preciso lidar com centenas e centenas de pessoas e com milhares de ideias, gostos e vontades. Preciso construir a capacidade de saber se desculpar, e também de tolerar muitas coisas. Construir metas, objetivos e a busca de novos horizontes para todos. E, com alguns desses pontos colocados, posso, com toda certeza, dizer que os Grupos estão em um momento maravilhoso e de esplendor. É uma cidade envolvida com o folclore. E não algo feito para turistas, e sim uma satisfação para cada pessoa que vive isso”, salienta Hamester. 

Preparação para o festival

Hamester destaca que as reuniões de organização e definição de metas iniciam em fevereiro. Os ensaios começam em março. “Organizar os trajes e reformá-los, definir as melhores coreografias, ajustar os pares e a união de cada uma das categorias é algo muito trabalhoso e nos exige muito. Nada vem sozinho e nada se constrói sem ação”, salienta.

Momentos marcantes

Os Grupos Folclóricos já receberam diversos prêmios. O instrutor obteve, em duas oportunidades, a última em 2018, o prêmio de Mestre em Cultura Popular do Brasil pelo Ministério da Cultura. Mesmo assim, o momento mais marcante à frente das categorias não foi durante nenhuma premiação. “O dia em que fui apresentado para a principal categoria Oficial A com seus oito pares em um sábado à tarde chuvoso. Até aquele dia, eu ainda era um dos dançarinos, mas passava, naquele momento, para instrutor. E a pergunta que fiz aos colegas foi a seguinte: e aí? Vamos continuar fazendo bonito com nossas apresentações que sempre fazemos ou vamos nos transformar de corpo e alma e conhecer o mundo todinho? Mesmo com medo, eles concordaram e assim fizemos, conhecemos 14 países”, lembra Hamester. 

Grupos com nova categoria

Os Grupos Folclóricos de Estrela, que não abriam uma nova categoria desde a década de 1990, inicia os ensaios para a Master. É destinado a dançarinos de outras categorias ou ex-dançarinos, preenchendo uma lacuna entre a categoria Oficial Especial e a Sênior. “A Oficial Especial é composta por pessoas mais jovens, com apresentações mais dinâmicas, o que demanda mais tempo de ensaio. O grupo Sênior é mais ocupado por casais com filhos. Assim, quem precisava sair da Oficial, pois já não conseguia mais comparecer tanto, ou tinha mais compromissos, mas queria permanecer dançando e ainda não se identificava com o perfil do grupo Sênior, ficava sem categoria”, explica Cristiano Horn.

A nova categoria inicia os ensaios em junho. A faixa etária é de até 35 anos, pois, acima disso, os casais já se encaixam na Sênior. A intenção, de acordo com o coordenador Andréas Hamester, é abrir espaço para antigos dançarinos ou para aqueles que ainda não se enquadram em outras categorias. “Algumas coisas serão observadas: o par deve ser um casal, seja de namorados, noivos ou casados. Além disso, pelo menos um deles já deve ter dançado alguma vez nos Grupos Folclóricos”, explica.


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