Estado

Leite e nata

22/03/2014 - Estado

Ato no pátio do laticínio marcou o início da produção/ Rodrigo Nascimento

Fazenda Santa Rita completa uma semana de atividades


A planta arrendada da antiga fábrica da Latvida só guarda ainda o nome impresso nas áreas externas e nos uniformes – provisórios – dos 110 funcionários que colocaram as “mãos” no leite e na nata nesta semana. A Fazenda Santa Rita entrou em operação nesta segunda-feira, 17, com a capacidade de processar cem mil litros de leite por dia. À medida em que a relação com os produtores e o comercial avançar sobre o Rio Grande do Sul outra vez, a meta é chegar a carga diária de 600 mil litros e empregar mais 60 funcionários. Aberta oficialmente na sexta-feira, 14, hoje a nova administração completa uma semana de trabalho. 


Para Rodrigo Conceição Alberto (35), além de um recomeço, a Fazenda Santa Rita é sinônimo de oportunidade de emprego. Morador do Bairro Marmitt, ele atua como analista de estoque. Assim como a marca, é novo no mercado de laticínios. “Estávamos muito ansiosos antes da produção começar. Temos o dever de desenvolver um bom trabalho, para que a comunidade reconheça a qualidade da Santa Rita”, diz. 


Alberto, que já trabalhou no setor alimentício, mas não lácteo, controla a matéria-prima para envazar o leite UHT (longa vida) e a nata – primeiros produtos a sair da unidade. “Minha função é controlar a entrada e a utilização de rótulos e vasilhames”, pontua. O funcionário está feliz com a abertura da fábrica e pela oportunidade de ajudar a construir uma nova história. 


O otimismo de Alberto é o mesmo do diretor Nestor Müller, empresário que capitania o grupo de investidores da Santa Rita. Ele garante que todos os funcionários passaram por um processo de aprendizado e de capacitação. “Vamos ser modelo no Estado”, promete. 


Müller garante que entrou no ramo de laticínios para “ganhar dinheiro”, mas comprometido com a qualidade e a lisura dos processos. “Nós temos um compromisso com a comunidade e com os consumidores, é para eles que produzimos”, conclui. A renovação do parque de máquinas da Santa Rita já consumiu cerca de R$ 1 milhão. A máquina responsável pelo envase de leite tem capacidade de “encaixotar” 30 mil litros por hora. 



Pioneira no rastreamento

A Fazenda Santa Rita nasce comprometida com a qualidade. Fará o teste da funcionalidade da portaria 89, que regulamenta o transporte do leite a granel no Rio Grande do Sul. “A Santa Rita será o primeiro laticínio gaúcho a ter 100% do processo monitorado no sistema do leite a granel”, diz o secretário Estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), Luiz Fernando Mainardi. Ele estava no ato simbólico de inauguração da Santa Rita, há uma semana. 


A portaria 89 foi instituída pela Seapa, depois do escândalo de adulteração do leite que ocorreu em maio de 2013. A partir de um sistema de rastreamento digital, o transporte do leite é controlado da propriedade até aos tanques da fábrica.


É possível saber, em tempo real, quanto cada produtor tem condições de fornecer. Assim se cria uma média histórica de leite. Quando há um volume muito grande vindo de uma propriedade, a Seapa tem condições de investigar a possibilidade de fraude. O processo de funcionamento da Santa Rita está ancorado nessa portaria. 



Mais que nata e leite

Assim que estiver completamente estruturada, a marca Fazenda Santa Rita terá 38 produtos. Serão queijos, leites e bebidas lácteas. A marca Latvida será mantida como estratégia de mercado em uma linha de leite integral. Conforme Müller, um estudo de mercado apontou aceitação da antiga marca, que será uma linha estratégica no comercial da empresa. 



A importância do laticínio

Para o prefeito Rafael Mallmann, manter fechada a planta arrendada pela Santa Rita era sinônimo de prejuízo. Mesmo operando em apenas sete dos 12 meses de 2013, o poder de fogo da VRS foi grande. A empresa fechou o ano como a quarta maior geradora de retorno de ICMS aos cofres de Estrela. “Não poderíamos deixar que toda essa riqueza se perdesse, diz Mallmann.  


Acompanhado do vice Valmor Griebeler, o prefeito participou das tratativas de reestruturação da antiga fábrica, até a inviabilidade do negócio, em setembro de 2013. 


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