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Estado já recolheu mais de cinco toneladas de entorpecentes em 2018

Montante é avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões. As drogas apreendidas são encaminhadas para incineração, feita de forma periódica pelo Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc)

27/06/2018 - Estado

Cerca de 250 milhões de pessoas consumiram algum tipo de droga no mundo todo em 2015, de acordo com o último Relatório Mundial sobre Drogas, do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC) de 2017. Para marcar a luta de combate ao uso de substâncias ilícitas, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional de Combate às Drogas, fixado no dia 26 de junho.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio de suas instituições vinculadas, trabalha para diminuir a comércio e o consumo de drogas. Ações de prevenção e repressão são desenvolvidas pela Polícia Civil (PC) e pela Brigada Militar (BM), que também atuam de forma integrada no combate ao tráfico de entorpecentes.

Somente em 2018, as forças policiais do Estado apreenderam 5,3 toneladas de maconha, 291 quilos de cocaína, 214 quilos de crack, além de 24,4 mil comprimidos de ecstasy e 7,6 mil pontos de LSD. O montante é avaliado em aproximadamente R$ 15 milhões. As drogas apreendidas são encaminhadas para incineração, feita de forma periódica pelo Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc).

O diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza, destaca o trabalho da corporação, que neste ano bateu o recorde histórico de apreensões de drogas. "Trabalhamos para retirar das ruas a maior quantidade possível de substâncias ilícitas, que sabemos ser uma das principais portas de entrada para o mundo do crime", afirma.

Ações de prevenção

A prevenção também é um dos focos da PC, que atua nessa frente através da Operação Anjos da Lei, monitorando áreas escolares com o intuito de coibir a oferta de drogas para crianças e adolescentes. A instituição também conta com o programa Papo de Responsa, que promove palestras ministradas por policiais a respeito do assunto. "Nosso intuito é proteger essas regiões, que abrigam pessoas vulneráveis e alvos fáceis para criminosos, além de conscientizar esses jovens dos malefícios dessa prática", explica o delegado.

Com o mesmo objetivo, a BM desenvolve nas escolas de todo o Estado, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Desde o início das atividades em 1998, o programa já atendeu cerca de 1,2 milhão de pessoas. Apenas no primeiro semestre deste ano foram mais de 25 mil.

De acordo com o subcomandante-geral da BM, coronel Eduardo Biacchi Rodrigues, o programa ajuda os jovens a construírem valores morais que os ajudarão a formar opinião e saber distinguir o que é melhor para si. "Buscamos advertir os jovens sobre os danos que essas substâncias causam no corpo é a principal forma de prevenir que não se tornem futuros usuários", salienta.

As ações das polícias, intensificadas a partir do investimento do Estado no reaparelhamento das instituições e reforço no efetivo, refletem diretamente na queda dos índices de criminalidade, demonstrados no último balanço apresentado pela SSP.

"Tivemos diminuição em crimes como homicídio e latrocínio, que na maioria das vezes envolve o tráfico de drogas como motivação. As forças policiais estão atendas a essa demanda e trabalhando para diminuir cada vez mais esses indicadores", frisa Biacchi.


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