Estrela

Estrela em alerta contra o Aedes aegypti

Seis amostras positivas para a larva do transmissor da dengue e outras doenças foram encontradas em bairros do município

08/02/2019 - Estrela

Diferente do primeiro Levantamento de Índices do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, quando nenhuma larva do mosquito causador da dengue, zika e chikungunya foi encontrada, Estrela inicia 2019 em estado de alerta após ter detectado seis amostras positivas em diferentes bairros do município.

O levantamento foi realizado de 21 a 24 de janeiro e foram feitas 485 visitas a imóveis, em 86 quarteirões sorteados aleatoriamente. As amostras, que haviam sido encaminhadas para análise no laboratório da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) e deram positivo, foram localizadas nos bairros Auxiliadora, Oriental, Boa União e Loteamento Nova Morada I e II, em Novo Paraíso, sendo uma em um terreno baldio e as demais em residências. “Cabe ressaltar que todos os bairros devem redobrar os cuidados, pois foram amostragens aleatórias e o mosquito voa”, destaca a coordenadora da Vigilância em Saúde, Carmen Hentschke.

Estrela já é considerado infestado desde 2016 e está com o índice de infestação em 1,2, caracterizado como estado de alerta. Conforme explica a coordenadora, o resultado era esperado visto o grande número de imóveis que tinham pontos ou recipientes com água parada. “Isto considerando as condições climáticas, que têm sido bastante propícias para o surgimento destas larvas, assim como a época do ano, quando diminuem os cuidados com estes ambientes que são adequados para que estes mosquitos surjam, em razão do grande número de pessoas que está em férias”, explica.

Prevenção

Carmen ressalta que o índice alerta para a necessidade de atenção por parte de moradores de outros bairros. “Até porque estes mosquitos podem se espalhar facilmente. E se consideramos que o levantamento como o próprio nome diz é rápido, em poucos e aleatórios imóveis, pode ser que em algum outro bairro apenas não foi coletada amostra do local correto, ou seja, contaminado”, diz. “Vamos fazer novas ações, mas os moradores precisam cuidar dos recipientes com água parada, tampar ralos, cuidar com os pratos dos vasos de plantas, e aquelas pessoas que guardam água da chuva devem tampar bem o local, colocar tela, ou adicionar cloro”, aconselha.

No RS, nenhum caso da doença foi registrado em 2018, mas em 2019 já são dois confirmados: um em Panambi e outro em Cândido Godói.

Colinas em atenção

Considerado infestado desde outubro de 2018, Colinas também encontrou larvas positivas para Aedes aegypti. Conforme a responsável pelo setor, Ana Paula Jasper, os fiscais da 16ª CRS localizaram as amostras em uma lona jogada em um terreno baldio, no Centro da cidade, contendo um pequeno acúmulo de água. “Precisamos nos mobilizar para eliminar os criadouros. Esta é apenas uma das ações que estamos programando para conscientizar e prevenir que mais focos do mosquito sejam encontrados”, orienta. Segundo ela, uma forma de prevenção é evitar o descarte de lixo, detritos e materiais de construção nesses espaços. “Manter os terrenos limpos é fundamental. Não deixar a grama alta e nem o matagal tomar conta. Isso evita que o mosquito transforme o espaço em abrigo”, aconselha.

No município todos os proprietários de terrenos baldios receberão uma notificação anexada ao carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para orientar sobre a limpeza dos mesmos. Após os comunicados, os proprietários terão prazo de 30 dias para cumprimento do pedido, sendo prorrogáveis por mais 30, mediante justificativa. Em caso de descumprimento, a prefeitura irá promover e lançar cobrança pelo serviço e o mesmo será ajuizado.

Fevereiro propício para o mosquito

A coordenadora da Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Lúcia Mardini, alerta que o calor e as chuvas previstas para fevereiro podem aumentar a proliferação do Aedes aegypti no Estado. “Temos que intensificar os cuidados com o aumento da presença do mosquito, porque o calor acelera o ciclo de vida do inseto.”

Dois fatores que causam o aumento da proliferação do inseto são o calor e a umidade do ambiente. A previsão do 8º Distrito de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de fevereiro indica que as precipitações estarão acima do padrão em todas as regiões do Estado, assim como os valores médios das temperaturas máximas, que ficarão entre 28°C e 32°C.

Com essas previsões climáticas, Lúcia Mardini salienta que é importante mobilizar a população e sensibilizar os gestores para prepararem suas equipes de vigilância ambiental com as condições necessárias de trabalho, como equipamentos de segurança e veículos para deslocamento.


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