Estrela

Estrelense é Miss Colona do Brasil

Carla Ehrenbrink trabalha na propriedade da família, na Linha São Jacó, e comanda a produção ao lado da irmã e do pai

30/04/2020 - Estrela

Créditos da matéria: Ana Caroline Kautzmann

ESTRELA - Desde pequena, Carla Ehrenbrink, ao lado dos três irmãos, auxilia na propriedade leiteira da família, em Linha São Jacó, interior de Estrela. Neste mês, ela recebeu o título de Miss Colona do Brasil, mas, além de representar a beleza das mulheres, ele simboliza o amor pelo agro e pelo campo e a busca constante pelo conhecimento e aperfeiçoamento.

Com 29 anos, Carla sempre morou na localidade. É graduada em Engenharia de Produção e, hoje, ela e a irmã Carline, ao lado do pai Olavio, comandam a propriedade. “Cheguei a trabalhar fora, em empresas, mas voltei para auxiliar aqui, pois estava precisando de mão de obra”, lembra. Desde a ordenha até a inseminação das vacas e colheita na lavoura, as atividades são variadas. Carla destaca que o campo é uma empresa. “O interior é diferente, é uma empresa rural. Não é só mais uma propriedade. Precisa administrar o negócio e contar com pessoas qualificadas. Quem assume uma propriedade precisa ter estudo”, destaca.

Mais difícil

“A atividade no campo é cada vez mais difícil. Não podemos determinar o preço do nosso produto, ele é estabelecido pela empresa que você vende. E a dificuldade é para todos.” Além disso, Carla cita que a estiagem deste ano também causou prejuízos no milho, que é utilizado para silagem. Mesmo assim, a paixão pelo campo supera os problemas. “Tem que gostar. Muitas vezes a gente já pensou em desistir, mas tem um sentimento por trás”, conta.

O concurso

O Miss Colona do Brasil é promovido pela Página Agro Mulher Brasil, que valoriza e une as mulheres que trabalham no campo. Para participar, cada candidata escolhe uma foto relacionada com a lida no campo e a mais votada vence. Carla teve 2,2 mil curtidas. Ela comemora o título e diz que ficou muito feliz. “Vi muitas pessoas que eu não conhecia compartilhando a foto. Era uma minha segurando um terneiro recém nascido”, conta.

Tradição de gerações

A tradição do campo também é repassada para a sobrinha de Carla, Laura, de apenas 5 anos. “Quando a gente faz inseminação nas vacas, tudo o que a gente faz, ela faz igual. Ela adora ficar aqui e participar das atividades e diz que precisa nos ajudar a ‘trabalhar’. Segurar a mamadeira, tratar os terneiros, para ela é uma honra”, conta.  


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