Estado

Operação logística

21/02/2014 - Estado

Wermann se comprometeu em fornecer plantas e documentos/ Rodrigo Nascimento

Portugueses pedem plantas do Porto


Já instalados em Porto Alegre, os executivos da Terminal Multiusos do Beato (TMB) de Lisboa retornam a Estrela para pedir as plantas do espaço. Em cima do que foi desenhado na década de 1970, os investidores querem projetar qual será a nova cara do Porto de Estrela, proposto pela Beatos Logística e Participações – nome brasileiro da TMB. Em visita ao município, a multinacional reforçou o interesse em operar no local e pretende se ajustar às normas impostas para  operacionalização do modal. A prefeitura não descarta, como alternativa, criar uma companhia municipal de docas para viabilizar a operação. 


O engenheiro e diretor técnico da Beatos no Brasil, Joaquim Moreira, solicitou todas as informações “não visuais” sobre a estrutura ancorada às margens do Taquari. “Precisamos saber todos os pormenores do cais e do que já está construído para aí sim montar nosso projeto”, reforça. A Beatos tem pressa. O Porto de Estrela é atraente ao investimento pela localização e a capacidade de carga. 


Moreia e o CEO da companhia, José Barardo, foram recebidos pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marco Wermann. O prefeito Rafael Mallmann e o vice Valmor Griebeler foram a Caxias do Sul, acompanhar a visita da presidente Dilma Rousseff na Festa da Uva. 


Moreira pediu ainda a cedência de uma sala, pactuada com a prefeitura, para ser a sede provisória da Beatos Logística, enquanto a execução da obra ocorre. “Nosso escritório brasileiro é em Porto Alegre, mas eu deverei estar direto aqui, acompanhando o andamento da nossa instalação”, frisa. Sobre o projeto, Moreira é conservador em dar detalhes. Ele diz que não há como prever nem mesmo o tempo que o estudo levará, pois a burocracia tem impacto direto no processo.



Companhia de docas municipais

O prefeito Rafael Mallmann confirma, como uma das alternativas à operação logística privada no Porto de Estrela, a criação de uma companhia municipal de docas. A legislação prevê que para licitar o uso dos terminais marítimos, exista um administrador público. A Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado (SPH), não demonstra interesse. “Não é nem o papel desse órgão”, pontua Marco Wermann. 


Já a possibilidade de uma entidade local pode se tornar viável. “Mas isso é um estudo, uma alternativa para que possamos oferecer o Porto para o uso da Beatos Logística”, diz Mallmann. Segundo o chefe do Executivo estrelense, a companhia – caso seja viável – trabalharia em conjunto com o governo do Estado. 


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