Estado

A força do leite

05/11/2013 - Estado

“Carinho” também ajuda, ensina Meinerz/ Frederico Sehn

Produção leiteira jorra R$ 1 milhão em ICMS nos cofres públicos


Os números da pesquisa pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a força do Vale do Taquari está no leite. Na comparação com desempenho do ano passado, a produtividade regional cresceu 12% – três vezes mais do que o resto do Estado. Em Estrela, 37 milhões de litros contabilizam, segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, R$ 1 milhão em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) na conta da arrecadação. 



Liderança

Com um rebanho de 7,7 mil vacas, Estrela sai na frente, pelo segundo ano seguido, na produção de leite no Vale do Taquari. Ao todo, jorraram 37 milhões de litros de leite dos ubres do município. O crescimento na comparação com 2011 é de 7%. Eficiência genética e “profissionalização” do setor são fatores que elevam a produtividade no campo. 


Em Linha Lenz, nas terras da família Meinerz, tudo gira ao redor do leite. Com 90 vacas holandesas, a produção média por animal é de 32 litros por dia. Em uma conta simples, César José e a sua família produzem 86 mil litros por mês. Mas para alcançar esse patamar teve que ordenhar muito no investimento em tecnologia e conforto para suas “mimosas”. “Hoje a gente trabalha com o melhoramento genético e a alimentação farta de qualidade”, explica. Toda a silagem de milho é plantada e secada nas terras da família. Medida também colabora para redução de custos. 



Apogeu

Os números são referentes ao ano de 2012. Período anterior ao apogeu da produção, quando o valor pago ao produtor alcançou a mara histórica de R$ 1 por litro. Mas nas contas da família Meinerz, valeu muito a pena e a contagem do IBGE está correta. “Dá trabalho produzir leite. As vacas precisam ser ordenhadas pela manhã e no fim do dia, todos os dias da semana”, alerta. Quem “planta” leite, descansa pouco, mas gosta do que faz. 


Junto com César, a esposa, a filha mais velha do casal, o irmão e o pai tiram o sustento, revezando afazeres na propriedade. Leite para eles está no “sangue”, acompanha a propriedade há pelo menos duas décadas. 



Infraestrutura adequada

Além de banir os “touros” do potreiro, trocando pelo sêmen de qualidade, que no ventre das vacas do transforma em novilhas saudáveis e futuras leiteiras, a família de Linha Lenz, que é um recorte da produção modelo, trata bem se rebanho. 


Os dormitórios estão sempre cheios de comida, com chuverinho e ventilador para os dias mais quentes. “O rebanho holandês, que é originário da Europa, estranha o calor aqui. Se fica muito quente elas (vacas) produzem menos”, ensina Meinerz. 


Oreno Ardêmio Heineck, coordenador da Cadeia Setorial do Leite reforça aquilo que Meinerz aprendeu no dia a dia. O bom desempenho na produção do leite é consequência de um grande trabalho no campo. 


“Essa realidade é fruto da qualidade genética, de sanidade animal e manejo presentes na nossa região. Por isso o Vale do Taquari é referência em produção de leite no Rio Grande do Sul”, atesta.  



Comparativo com Teutônia

Embora Teutônia tenha mais cabeças de gado leiteiro, o município ficou atrás da produção estrelense. Na região, as “tetas” mais cheias se concentram nas duas cidades. São 8 mil vacas que produziram 33 mil litros de leite em 2012. 


No Rio Grande do Sul, o crescimento foi de 4,4% na produção leiteira . O volume é mais que quatro vezes maior do que o total nacional. No país, foram produzidos em 2012 cerca de 32,3 bilhões de litros de leite. 


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