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Festa para uns, sofrimento para outros...

Período pode ser triste para quem perdeu um ente querido. NG foi ouvir dicas de especialistas para enfrentar momentos difíceis

21/12/2018 - Variedades

O fim de ano é um período que envolve avaliações, arrependimentos, perdas e ganhos. É o momento de realizar uma análise do que fizemos ou não. E, para muitos, sentir-se triste no período faz parte. Para outros, é inevitável, já que perderam algum amigo ou familiar próximo a datas como o Natal ou Ano Novo.

É o caso da família de Bruna Tatiana Eidt, do Bairro Pinheiros, em Estrela, que, em 2008, perdeu Natalício Rodrigues do Nascimento, na véspera de Natal. Um acidente de trânsito vitimou o homem com 30 anos, um dia antes de seu aniversário. “O nome dele foi escolhido porque ele nasceu no dia 25 de dezembro. No dia de Natal, estávamos no enterro, foi muito triste”, relembra Bruna.

Desde então, nenhum Natal foi comemorado como antes. Natalício é lembrado pela família como uma pessoa brincalhona e alto astral. “Nos três primeiros anos não conseguíamos nem dizer Feliz Natal uns para os outros. A falta que sentimos do meu tio é enorme. Classificamos ele como um anjo na família, nosso anjo Natalício”, conta.

Maneiras de lidar com o luto

Cada pessoa lida de forma diferente com o luto e, de acordo com a psicóloga Jaqueline Mendes da Silva, é importante saber elaborar a perda, saber processá-la. “Também é fundamental buscarmos ajuda de um profissional que pode trabalhar na totalidade do ser que necessita de cuidados. No fim do ano se torna mais difícil ainda, principalmente por ser um período de festas e de reencontros. A morte é negada pela humanidade. Já há uma evolução sobre o assunto, mas ainda é necessária uma longa caminhada para amenizar tudo que envolve a perda de alguém”, comenta.

Suicídio não é modinha

Diversos casos de suicídio cometidos na ponte sobre o Rio Taquari trouxeram à tona questionamentos dos motivos e das possíveis soluções para evitar os fatos. “Precisamos evitar a "negação" do sentimento vivenciado. Sugiro que possamos olhar mais uns para os outros no sentido de poder ajudar a quem precisa! Quando a pessoa está muito depressiva, geralmente poucos conseguem afirmar que necessitam de tratamento”, afirma Jaqueline.

Sentimentos mascarados podem ser um pulo para atitudes extremas. De acordo com a psicóloga, o suicídio se torna opção para aqueles que não conseguem suportar a dor. “O sofrimento psíquico começa a transbordar e, se não for amenizado, tratado, passa a causar um aumento dos sintomas que envolvem tudo que faz parte do tripé do ser humano: mente, corpo e espírito”, destaca.

A psicóloga comenta sobre os recentes casos ocorridos na ponte entre Estrela e Lajeado, afirmando que o local passa a ser um exemplo de sucesso do ato para aqueles que pensam em praticar a mesma ação.  “A repetição encoraja. Para alguns pode ser apenas um grito de ajuda, para outros, o último, e, sem dúvida, fatal. Como profissional sinto que é necessário cada vez mais trabalhos e projetos de prevenção ao suicídio”, enfatiza Jaqueline.

O pastor, secretário geral da IECLB, Marcos Bechert, diz que coisas pequenas, que são uma oferta graciosa e gratuita de Deus, podem fazer a diferença. “Eu acredito que o recado do Natal, especialmente para as pessoas que não conseguem pular de alegria neste fim de ano, é que Deus mostra que não precisamos de panos de seda.”
É importante tomar algumas precauções, cita: faça uma lista de coisas que você pode fazer para não ficar sozinho em casa, convide alguém para tomar um chimarrão, participe da programação religiosa da igreja, sente fora de casa e aprecie o sol da manhã.

Barreira para a morte

A vice-presidente da Câmara de Vereadores de Estrela, Débora Martins, enviou um requerimento para a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), com o intuito de incluir uma grade de proteção na ponte. “A ideia é proteger as pessoas com ideação suicida deste meio. Não que isto vá resolver a questão, que vai muito além e requer toda uma atenção especial por parte dos serviços e da família, mas estará de alguma forma proporcionando mais segurança e talvez dê tempo de reverter a situação”, comenta. 

Dicas para ser mais feliz em 2019

- Sugiro que não tenham receio de buscar ajuda médica, psicológica. A ajuda sempre virá se estivermos abertos e, se dermos sorte, recebemos até um pouquinho de amor;
- Olhem com mais atenção para sua vida, suas ações, e não tenham receio de sair da zona de conforto, nela nada acontece;
- Busquem alimentar sua alma, investindo no lado espiritual, não importando a religião;
- Sonhem, invistam na mente, no corpo e no espírito. A meditação e a oração podem ser um lindo caminho;
- Pratiquem um exercício físico, isso contribuirá no processo de equilíbrio da mente, do corpo e do espírito.


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