Estrela

Foco na sustentabilidade

Prefeitura e Legislativo buscam solução para acúmulo de lixo e ações para economizar energia

23/11/2018 - Estrela

Pautar ações de sustentabilidade, envolvendo problemas ambientais comuns em todas as cidades, como o lixo, podem ser desafiadoras. Em Estrela, diversos projetos que envolvem o cuidado com o meio ambiente estão sendo discutidos, tanto no Executivo quanto no Legislativo.

Um dos principais problemas ambientais que Estrela enfrenta é a lotação da célula que recebe parte das 20 toneladas de lixo produzidas diariamente. Construída em 2000, quando a Usina de Tratamento de Lixo (UTL) inaugurou no Distrito de Delfina, tinha previsão de duração até 2020, o que não aconteceu. “No fim do ano passado ela já deveria ter sido coberta. Agora estamos fazendo milagre, porque o consumo aumentou, a população cresceu e, consequentemente, o lixo também”, afirma o coordenador da UTL, José Sulzbach.

De acordo com o presidente da Câmara de Vereadores, Marco Aurélio Wermann, o órgão devolveu R$ 100 mil para o Executivo em setembro, com indicação para que fosse feita parte da nova célula. “Ela inteira custaria mais de meio milhão. Mas, dentro do que poderia ser feito, fizemos nosso papel”, afirma.

O secretário de Meio Ambiente e Saneamento Básico, Hilário Eidelwein, afirma que o projeto foi feito e aprovado junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), mas depende ainda de trâmites na prefeitura. “Devido ao custo, faremos 33% da célula total, e isso está protocolado. Precisamos da autorização e do recurso para fazer porque não temos mais onde colocar o lixo. A situação está crítica”, comenta.

Na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, mais de R$ 1,3 milhão estão previstos para manter a UTL em funcionamento, sem contar o valor da nova célula que, de acordo com o prefeito Rafael Mallmann, está em fase de licitação. “O projeto licitatório está encaminhado e logo que sair começa a obra. Esperamos que ainda este ano, por isso o valor não está previsto no ano que vem. Essa obra inicial custará mais de R$ 300 mil”, afirma.

Solução para o lixo: união das cidades

Uma Usina de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está sendo implantada em Bento Gonçalves, poderia ser a solução para o problema de Estrela e de outros municípios. O sistema faz a separação do lixo com sensores que identificam o que é cada material. Na usina de Bento, a matéria orgânica presente será tratada termicamente por pirólise e convertida em gás de síntese (aproximadamente 90% da matéria orgânica seca) e coque/carvão (10% restante). A solução é considerada "limpa" para a decomposição do material orgânico (biomassa). Do ponto de vista ambiental, produz menor quantidade de cinzas, não contém metais pesados, não gera odores e traz benefícios econômicos com a geração de energia elétrica. 

A RSU depende ainda de algumas questões burocráticas, mas deve entrar em operação em 2019. De acordo com Wermann, o processo é caro e necessitaria da articulação de diversos municípios do Vale para sua implementação em Estrela. “Bento produz 110 toneladas de lixo por dia, nós 20. Poderíamos agregar a quantia de outras cidades e ainda utilizar o material que está na célula para colocar a usina em operação”, explica.

Como o processo é novo e as máquinas são todas importadas, o presidente da Câmara afirma que existe uma provocação para que o município busque informações. “Estamos sugerindo que Estrela se articule, porque é algo de longo prazo. Não estamos dizendo que vai acontecer, mas iniciamos a discussão.” O prefeito explica que Estrela aguarda a aprovação do licenciamento ambiental da usina para ir atrás do projeto. “Bento ainda não tem esse licenciamento porque hoje a Fepam só aceita a tecnologia de aterro sanitário. Mas já existe um diálogo por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Consisa VRT) com foco na solução desse problema dos resíduos sólidos”, conta. 

Pontos de substituição de lâmpadas por led

Além de buscar soluções para o lixo, Estrela também procura economicidade na energia elétrica e foi contemplada recentemente no Projeto de Eficiência Energética na iluminação pública. O valor de investimento, de acordo com o secretário de Obras Públicas, Cristiano Nogueira da Rosa, é de R$ 334 mil, sendo que destes, R$ 45 mil são de contrapartida do município (que poderá ser em mão-de-obra) e o restante pago pela RGE Sul. “Em 150 pontos as lâmpadas serão substituídas pelas de led e a economia será de 30% do valor pago hoje por ponto”, explica.

A substituição das lâmpadas será na Avenida Rio Branco, Rua Coronel Müssnich, Rua Bruno Schwertner e parte da Rua Júlio de Castilhos. “O recurso economizado ficará na conta vinculada com a arrecadação da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) e será investido em iluminação, como em materiais para consertos.”

Além desta iniciativa, o Legislativo também busca a economicidade de energia na Câmara de Vereadores. “Nos próximos dias iremos licitar o projeto de implantação das placas de energia solar. O projeto, desenvolvido por uma empresa que também fará a fiscalização da instalação, foi entregue e está aguardando a licitação da prefeitura, que deve sair ainda este ano”, explica Wermann.

O investimento previsto é entre R$ 36 mil e R$ 40 mil. Há uma estimativa de que, por ano, a conta de energia reduza de R$ 1 mil para R$ 100 mensais. 

 


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