Polícia

Furto de objetos indigna familiares

Em cerca de dois meses foram registrados furtos em jazigos e túmulos nos campos santos das comunidades Católica e Evangélica

24/08/2018 - Polícia

Crucifixos, letreiros, molduras de fotografias e placas de cerca de 30 túmulos foram furtados do Cemitério Católico no Bairro Alto da Bronze, na quarta-feira, dia 8 de agosto. Juntando a outro roubo, ocorrido há 40 dias, cerca de 70 túmulos foram alvo dos criminosos, motivo de indignação e tristeza para quem tem familiares ou amigos sepultados no local. Na data, o zelador do cemitério, Adão Eli Marques, de 67 anos, foi quem chegou ao local e percebeu o ocorrido. “Eles levaram muitas placas e em muitas cabeceiras de túmulos só sobrou a foto”, lembra.

Mesmo cercado por muro, a barreira não impede a ação dos criminosos no cemitério. Para o zelador, a solução não inclui um vigia noturno. “Não adianta ter alguém de noite, porque pelas coisas que levam, eles vem em mais pessoas. O que o segurança vai fazer no meio de quatro, cinco bandidos?”, conta. Para ele, as câmeras de segurança seriam uma opção mais viável e segura para o local.

Tristeza para famílias

No último roubo, o jazigo da família Schwertner foi um dos alvos dos criminosos. Dois adornos de bronze e nove placas de metal foram levadas do túmulo de nove sepultados. Filha de Rudy Leonardo Schwertner e Ruth Mylius Schwertner, foi no Dia dos Pais que Rudnei Schwertener, de 67 anos, foi até o local e percebeu o estrago. “Já é o segundo roubo. Há uns dois anos levaram o Cristo da cruz, que tinha mais ou menos 75 cm e uma floreira de ferro. Dessa vez fizeram um arrastão e temos que repor, porque falta a identidade de quem está ali. Mas, faremos com um material mais em conta, porque daqui a dois meses eles já furtam novamente”, conta.

Em uma estimativa, o roubo causou a família mais de R$ 3 mil em prejuízo. “Quando fui no Dia dos Pais não consegui nem rezar, é muito triste essa violação. E, como sócios do cemitério, fizemos um boletim de ocorrência como protesto e encaminhamos um ofício para a Paróquia Santo Antônio”, conta.

Cemitério Evangélico

A situação se repete no cemitério da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) de Estrela, que fica ao lado do católico. No início de julho, foram cerca de 80 túmulos que tiveram objetos furtados. De acordo com o presidente da IECLB, Hans Udo Franz, até o momento, além do boletim de ocorrência feito na Delegacia de Polícia, nenhuma outra atitude foi tomada. “É um lugar grande e aberto. Não definimos nada por enquanto”, afirma.

Poder público

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Estrela, Paulo Ricardo Finck afirma que a responsabilidade de prover segurança no local é de ambas as comunidades. “Nós como município podemos apenas auxiliar com videomonitoramento, que ajuda os órgãos de segurança como Brigada Militar e Polícia Civil. Mas, naquela área, apenas temos câmeras próximas ao hospital e na entrada do Bairro Auxiliadora e fora desta licitação não temos nada programado”, afirma.


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