Estrela

Implantação de rotativo divide opiniões

Possível cobrança ainda é principal motivo de quem não concorda com medida

09/08/2019 - Estrela

Créditos da matéria: Ana Caroline Kautzmann

No fim de 2018, a Faculdade La Salle realizou uma pesquisa, em parceria com a Câmara do Comércio, Indústria e Serviços (Cacis) de Estrela, que apontou que a maioria dos consumidores era a favor da implantação do estacionamento rotativo na área central de Estrela. O assunto gera discordâncias e permanece em debate.

Pelo Centro, a disputa de vagas de carros é grande o que, muitas vezes, resulta no uso irregular: veículos no amarelo, em áreas preferenciais ou, principalmente, parados durante um longo tempo em espaços de 15 e de 30 minutos. Para alguns, a possível solução do problema é a instalação do estacionamento rotativo, mas outros discordam de sua aplicabilidade.

Assunto de reuniões
O presidente da Cacis, Pablo Souto Palma, afirma que já houve diversas reuniões sobre o assunto. “Inclusive, já acompanhamos a prefeitura numa tentativa de buscar uma solução conjunta para o problema. Infelizmente, por diversos motivos, não foi possível construir essa solução no momento”, afirma.

Quanto ao posicionamento da entidade, o presidente afirma que não há uma ideia fechada. “Há uma divergência interna de opiniões, o que foi corroborado pela pesquisa, onde observamos uma leve predominância do entendimento favorável à instalação do rotativo, mas isso tudo sem discutir o modelo de rotativo, haja visto que existem vários, cada qual com a sua particularidade”, destaca.

Mesmo assim, Palma destaca que a entidade reconhece que a situação é um problema de difícil resolução. “Estamos estudando a proposta de uma campanha de conscientização com as pessoas que ocupam as vagas do Centro e esperamos, com isso, contribuir com a melhora desse ponto na nossa cidade”, salienta.

O prefeito Rafael Mallmann também não afirma a existência de uma posição favorável ou não ao rotativo, mas destaca que a Administração busca medidas para amenizar a questão. “Estamos conscientes dos problemas do trânsito, algo comum a tantas cidades, mas estamos trabalhando em uma série de medidas que busquem melhorar a situação. Uma delas é a implantação dos fiscais de trânsito, o que irá aumentar a fiscalização também quanto ao estacionamento. Por isso, ainda estamos amadurecendo, com a população, a pauta do rotativo”, afirma.

Sobram vagas para motos

Enquanto que para os carros as disputas de vagas são grandes na área central, para as motos, elas tendem a sobrar. Em diversas ruas o estacionamento próprio para os veículos permite que as motos não sejam colocadas em vagas para carros, medida que costumeiramente é respeitada pelos motoristas.

Pesquisa no Facebook

Para analisar o que pensa a comunidade, o Jornal Nova Geração fez uma postagem em sua página no Facebook, solicitando que as pessoas comentassem sobre o rotativo (se contra ou a favor) e explicassem porquê.
Assim, 53 se mostraram a favor do rotativo e 47 contra. Além destes, alguns não expressaram opinião concreta sobre o assunto, delimitando ações necessárias ou condições para a aplicabilidade do rotativo. 

A favor:

Diego Henrique Tresoldi: “A favor sempre. O Centro está virado em uma palhaçada, ninguém respeita nada. É carro parado em faixa de pedestre, carro parado nas faixas amarelas de esquinas e de carga e descargas, nas paradas de ônibus, nos locais onde é para motos, motos ocupando vaga de carro. Com estacionamento rotativo coloca ordem na casa e traz lucros para o município, pouco, mas não deixa de trazer, e dá empregos a quem necessita. Já passou da hora.”

Janaina Puhl: “Completamente a favor, as pessoas deixam os carros o dia todo estacionados nas ruas centrais, para o comércio é muito ruim.”

Roberto Strauss: “A favor. Tem mais é que cobrar. Está difícil achar vagas para estacionar no Centro porque as pessoas vão para o trabalho e deixam os carros estacionados o dia inteiro e como o comércio vai vender se os clientes não acham estacionamento?”

Contra

José Itamar Horn: “Sou contra. Todos querem estacionar na frente do local pretendido, não podem caminhar nenhum pouquinho. Criar mais um caça níquel? Aí sim vão ter fiscais na rua... Tem leis criadas para serem fiscalizadas e cadê os fiscais? Exemplo são os obstáculos colocados nos passeios públicos ,como placas de propaganda, mercadorias e outras gerigonças. Existe lei, é proibido mas, cadê os fiscais? Isso não gera dinheiro não é?”

Rudi Birck: “Contra, devemos sim conscientizar os proprietários e seus funcionários a deixarem seus carros mais longe do centro e criar vagas aos seus clientes. Assim existiria rotatividade.”

Carmela Collin Caye:  “Contra. É só os comerciantes se conscientizarem e não ocuparem as vagas o dia inteiro, deixando este espaço para os clientes em potencial. Mas isso se chama educação e, na maioria das pessoas, está distante anos luz! Sem falar na chance potencial de desvios...”


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