País

Índice que mede inflação dos mais pobres registra alta de 3,03%

05/07/2018 - País

Créditos da matéria: Agência Brasil

Pressionada pela alta dos grupos Alimentação e Habitação, a inflação para as famílias de baixa renda, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), fechou o mês de junho com variação de 1,52%, alta de 0,92 ponto percentual em relação aos 0,60% da variação de março. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 3,03% no ano e 3,59% nos últimos 12 meses.

Os números relativos ao IPC-C1 de junho foram divulgados nesta quinta-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV) e indicam que a inflação para as famílias de baixa renda fechou junho com taxa acima da apurada para as famílias de maior renda.

O IPC-BR, que mede a variação de preços para as famílias com renda de até 33 salários mínimos, registrou em junho variação de 1,19%, resultado 0,40 ponto percentual superior à das famílias com renda de até 2,5 salários mínimos. Com o resultado de junho, o IPC-BR fechou os últimos 12 meses com alta de 4,43%, uma variação 0,84 ponto percentual acima da inflação para as famílias de menor renda.

Os dados divulgados pela FGV indicam que seis das oito classes de despesas componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação de maio para junho, com destaque para os grupos Alimentação, cuja variação passou de 0,50% para 2,31% e Habitação, de 1,02% para 2,36%.

Educação, Leitura e Recreação passou de uma deflação (inflação negativa) de 0,37% para uma alta de 0,51%; Transportes, de 0,64% para 0,73%; Despesas Diversas de 0,11% para 0,23%; e Comunicação de menos 0,06% para 0,15%.

Nesses grupos, segundo a FGV, os destaques ficaram com os itens aves e ovos, que chegou a subir 11,48 pontos percentuais, ao passar de uma deflação de 1,25% para uma alta de 10,23%; tarifa de eletricidade residencial, de 5,25% para 9,34%; hotel de menos 4,95% para 2,95%; e gasolina, de 2,64% para 4,25%.

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais passaram de 0,66% para 0,15% e Vestuário de 0,35% para 0,27%.


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