Estado

MP afasta Vice-Prefeito, Secretários Municipais e Vereadores de Vera Cruz por fraude no SUS

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Núcleo Saúde, com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, cumpre, na manhã desta terça-feira, 05, mandados de afastamento

05/12/2017 - Estado

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Núcleo Saúde, com o apoio da Polícia Civil e da Brigada Militar, cumpre, na manhã desta terça-feira, 05, mandados de afastamento do Vice-Prefeito de Vera Cruz, Alcindo Francisco Iser, dos Secretários Municipais da Saúde, Eliana Maria Gihel, e do Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Martin Fernando Nyland, bem como dos vereadores Eduardo Wanilson Martins Viana e Marcelo Rodrigues Carvalho, além de ordens judiciais para a suspensão do exercício da função pública da dos assessores parlamentares da Câmara de Vereadores Gelson Fernandes Moura, Guilherme Matheus Oziemblovski e Anselmo Eli Ferreira Júnior, da secretaria Municipal de Saúde, Adriane Mueller, e da diretora-geral da Câmara de Vereadores, Ilse Miguelina Borges Riss.

O coordenador do Gaeco Saúde, João Beltrame e a Promotora de Justiça de Vera Cruz, Maria Fernanda Cassol Moreira, concederão entrevista coletiva de imprensa às 10h30min na Promotoria de Justiça de Santa Cruz do Sul. Também participam da Operação os Promotores de Justiça, coordenador do Núcleo de Inteligência do Ministério Público e Siscrim/GAECO, Dr. Diego Rosito Vilas.

O ESQUEMA

Conforme as investigações, os vereadores, em conluio com o vice-prefeito, com a secretária de Saúde, a servidora da secretaria de Saúde, o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, promoveram um "fura-fila" nos atendimentos da saúde no município de Vera Cruz.
Tendo como objetivo proveito político e pessoal, eles cadastram nos sistemas de regulação de consultas e procedimentos médicos pacientes que eram apadrinhados políticos como sendo prioritários, quando na verdade não eram, deixando sem atendimento a população de Vera Cruz que não possuía compadrio.

O grupo fez isso no sistema de agendamento do SUS, o Sisreg III, bem como do de regulação de consultas do Estado (GERCON) e no do CISVALE – consórcio intermunicipal de saúde de completar, o qual deveria ser utilizado somente para caso especiais e era utilizado pelos investigados para o já referido clientelismo.

Ainda, apadrinhados políticos recebiam cascalho, terra, brita e areia do município, além de serviço de horas máquina da prefeitura sem a devida contraprestação do beneficiário. Para os que não tinham ligação partidária com o grupo, o encaminhamento era para que fosse seguido o procedimento correto, que dependeria de cadastro no município, requerimento e contraprestação.


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