Estrela

O 25 de julho e a imigração alemã

Foi instituído solenemente como feriado estadual durante o governo do general Flores da Cunha

19/07/2019 - Estrela

Créditos da matéria: Airton Engster dos Santos

O dia 25 de julho é a data que lembra a imigração alemã. Foi instituído solenemente como feriado estadual durante o governo do general Flores da Cunha. Com o passar do tempo, em razão da 2ª Guerra Mundial, mudou o significado da data para Dia do Colono, Motorista e deixou de ser feriado.

Foi pelo Rio Taquari que aqui chegaram os colonizadores que desbravaram a mata virgem e passaram a colonizar esta terra. Os primeiros imigrantes eram da região de São Leopoldo e São Sebastião do Caí. Chegaram em Estrela por volta de 1856 e se fixaram nas fazendas, nas picadas, como Picada Grande (Novo Paraíso), Arroio do Ouro e Boa Vista.

Para comemorar os 100 anos da Imigração Alemã para o Rio Grande do Sul, foi inaugurado um monumento na Praça Menna Barreto em Estrela (naquela época Praça Benjamin Constant), em 25 de julho de 1924.

Na oportunidade, o orador oficial do evento, Leo Joas, afirmou: "se nós hoje vamos depositar uma coroa no Monumento da Imigração Alemã, fazemos isto em grata lembrança à nossos antepassados que começaram este trabalho aqui. Também o fazemos para as próximas gerações que darão continuidade a esta tarefa". Afirmou ainda: "Agora caberá a nós, nos mostrarmos dignos deste legado que recebemos, o que eles de mais sagrado tinham: nosso jeito der ser alemão, nossa maneira de conservar e promover estas propriedades".

A chegada dos pioneiros

Os pioneiros da imigração alemã vieram dispostos a enfrentar as dificuldades que não foram empecilho para cultivarem as tradições que trouxeram da pátria de origem.

Os alemães apareceram entre os primeiros imigrantes europeus que vieram para o Brasil. Já em 1824 chegavam a São Leopoldo. De 1817 a 1847, chegaram 8.176 imigrantes alemães, atraídos por promessas de terras para o cultivo, ajuda de custo e de equipamentos por parte do governo para colonização de grandes áreas de terras.

As promessas não se cumpriram e os colonos imigrantes se viram abandonados à própria sorte, obrigados a enfrentar, sem recursos, a mata virgem, o clima, o povo e a língua desconhecida, problemas de saúde, de adaptação, de isolamento e muito mais.

Em 1859 o governo alemão proibiu a vinda de novos imigrantes para o Brasil, por descumprimento das promessas por parte do governo brasileiro.

A boa vontade do governo esbarrava na intransigência dos latifundiários que queriam mão-de-obra barata para suas fazendas e não pequenos proprietários. Com tais dificuldades, os alemães preferiram então emigrar para os Estados Unidos, Uruguai, Chile e Argentina.



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