Colinas

“O adolescente precisa se sentir amado”

Alunos da Escola Municipal Ipiranga participaram de debates com o psicólogo e policial civil Giovani Piano, que falou sobre bullying e suicídio

28/09/2018 - Colinas

Cento e vinte alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ipiranga, de Colinas, participaram de palestras organizadas pelo Núcleo de Apoio à Educação (NAE) e promovidas pelo Programa Saúde na Escola (PSE), em parceria com as secretarias municipais de Educação e Saúde. Na ocasião, o psicólogo e policial civil Giovani Piano falou sobre “O adolescer e as violências: do ato infracional à cultura de paz na escola” e o Setembro Amarelo, com foco no suicídio entre adolescentes.

Segundo Piano, o bullying é uma forma de violência no contexto escolar. “É lesão corporal, ameaça, injúria, calúnia, difamação”, explicou. A palestra desmistificou o famoso ‘não dá nada’. “Não é que não dá nada. Dá sim. Existem penalidades previstas para os adolescentes e quando as redes estão unidas – escola, Conselho Tutelar, Delegacia de Polícia e as famílias – isso funciona. É importante mostrar para o adolescente que o seu ato possui uma consequência legal. A piadinha tola, o empurrão que faz o colega chorar ou as palavras ofensivas que coloca no perfil do outro em rede social, é crime”, explicou.

Redes de proteção

Também destacou questões sobre autoestima, autocuidado, amor próprio, autos e baixos, autolesão e depressão. “A importância do falar e não guardar em silêncio aquela dor da alma e angústia. É necessário compartilhar com quem o adolescente confia. Construir redes de proteção ao suicídio, como escuta na escola e grupos de apoio ao suicídio. A vida precisa ser produtora de sentido. Não há mais diálogo e sobra para o adolescente se refugiar no seu próprio mundo. O que é um prato cheio para a melancolia, tristeza, automutilação, depressão e até suicídio. O adolescente precisa se sentir amado e que o adulto se importe com ele. O pai e a mãe principalmente”, finalizou.

Estudantes conscientes

Para o aluno do 9º Ano, Gabriel Augusto Villa, de 14 anos, a atividade serviu como reflexão sobre a prevenção da violência. “Muitas vezes, pensamos em nós mesmos e pelo egocentismo partimos para a hegemonia, o poder, assim cometemos uma violência por já ter sofrido algo e descarregamos no outro. A palestra foi uma forma para pensarmos antes de cometermos um ato de violência.”

A estudante do 8º Ano, Laura Soares, de 13 anos, completou: “suicídio não é apenas a questão da morte, mas também da vida. Temos que ter motivo para viver. Não podemos acabar com a nossa vida assim. Sei de pessoas que estão passando por isso e achei muito importante debatermos. Temos que refletir e pensar sobre coisas que nos fazem bem para não seguirmos nesse rumo.”


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