Vale do Taquari

Placa auxilia pacientes

Aparelho melhora vida de quem possui hipotonia orofacial

26/10/2018 - Vale do Taquari

Placa Palatina de Memória. Esse talvez seja um nome pouco conhecido pela maioria das pessoas, mas que pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento e qualidade de vida das crianças que possuem hipotonia orofacial (diminuição do tônus muscular e da força no rosto e lábios). A condição é comum em crianças que nascem com Síndrome de Down, como é o caso de Joana Fell Wickert, que faz uso da placa desde os seis meses de vida. “Muitos acham que a criança down tem a língua mais larga ou maior, mas isso não é verdade, ela é mais relaxada, assim como o corpo deles, e esse aparelho ajuda a recuperar a rigidez do músculo”, explica a mãe da menina, Susiane Fell.

O aparelho, quando colocado no céu da boca, faz com que a mesma queira encontrar, fazendo uso da língua, o botão que existe na superfície do artefato. Assim, incentiva o fechamento dos lábios, melhorando a respiração, a fala, sucção, deglutição e a mastigação. “Essa placa é usada de duas a seis horas por dia, com uso contínuo de, no máximo, duas horas. Ela ajuda em diversos fatores, faz um trabalho de sensibilidade da boca e melhora a expressão facial como um todo”, afirma.

Mesmo que algumas crianças não se adaptem ao método, Joana já usa a placa há um ano e a família nota melhoras. “É nítido o alargamento do palato.”

Falta profissionais

O estudo da placa é relativamente novo e foi criado pelo médico argentino Rodolfo Castillo Morales, que faleceu em 2011. No Rio Grande do Sul, a família conhece apenas uma dentista que aplica o método, que atende em Porto Alegre e Caxias do Sul. “Ele faleceu no meio do processo, então são poucos no Brasil que seguem o estudo. Por isso também muitas pessoas não conhecem esse tratamento”, afirma Susiane. Assim, o valor não se torna acessível para todos, porque inclui a manutenção e deslocamento para outras cidades. “Hoje temos condições de bancar esse tratamento, mas encaminhamos um pedido na Prefeitura de Estrela para que tragam essa profissional para atender na Apae, onde será possível beneficiar outras crianças que também necessitam desse aparelho”, comenta o pai da menina, Fabio Wickert.

1º Encontro do T21 em Teutônia

Com objetivo de trocar informações e experiências, Susiane e Fabio, com Rafael Grave, Andréia Maciel, Juliani Schäfer e Samuel Koch, organizaram o 1º Encontro do T21, que reuniu mais de cem pessoas em Teutônia, dia 14 de outubro. “Quando entramos nesse mundo sabíamos muito pouco. Assim, podemos conversar sobre diversos assuntos que envolve a Síndrome de Down, com pessoas de diferentes lugares. Faremos outros, mas ainda não temos datas confirmadas”, afirma Susiane. 


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