Marçal Junqueira

É TEMPO DE CONTENÇÃO...

15/01/2016 - Marçal Junqueira

Isto é incrível! Perguntei a várias pessoas próximas, em como estavam lidando com a crise. As respostas, é claro, foram as mais variadas. Muitos culparam os governos, os pais, os concorrentes, os amigos e até os parentes não escaparam, os bancos, a imprensa,  os corruptos, enfim, nesta hora sobra para todo mundo e mais o seu Raimundo. Sempre me diziam e acredito que tenha um fundo de verdade que: “ Quando a fome entra pela porta o amor sai pela janela.” Isto quer dizer que poucas relações resistem à falta; é verdade que muitas relações se rompem pelo excesso, de ciúmes, de controle, de dependência, excesso de apego às coisas materiais, de ambição de vaidade entre outros. Ultimamente venho me surpreendendo como as pessoas próximas estão reagindo frente a esta crise, pelo menos uma grande maioria das pessoas próximas, já mais maduras. Pelo que parece a crise ainda não chegou à mesa, pelo menos de forma mais severa. Me  disse uma senhora de meia idade , consumista, classe média -“ Tu sabes que eu cortei muitas coisas e realmente não estão me fazendo falta.” Pode ser um mecanismo de defesa é claro, nós usamos muito os mecanismos de defesa no dia a dia. Se não podemos viajar, fazer  aquela viagem programada, achamos uma desculpa que nos conforte e conforme; a maioria de nós costuma buscar um motivo ou uma desculpa para se conformar. É da natureza humana. Esta semana no Vale do Taquari se articulam investimentos que poderão ampliar ainda mais os empregos na agroindústria e ampliar este  importante polo de alimentos que já somos, não só do Rio Grande do Sul, mas do País. Somos há muito tempo, dito por muitos e nunca desmentido por ninguém que eu conheça, o Terceiro Vale mais fértil do mundo. Não é pouca coisa, vejam, do mundo. Pelo que sei; o alimento e a água são e continuarão sendo bens preciosos,  neste ano e nos anos que virão. A crise pode estar batendo forte na indústria de bens e serviços, mas por hora ninguém pode deixar de alimentar-se.  Pelo que tenho observado as crises por vezes separam e por outras unem, vai depender muito da formação de cada um. Quem foi forjado na luta, no trabalho e nas conquistas com dificuldades, como em nossa região, na crise se fortalece.

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