Marçal Junqueira

Há tempo para tudo...

13/02/2016 - Marçal Junqueira

Bom  gente, como diz a voz do povo que o ano só começa de verdade no Brasil após o Carnaval, cá estamos nós para confirmar. Penso que é hora de nós aceitarmos que estamos no Brasil e fazer como diziam no mundo antigo: “EM ROMA COMO OS ROMANOS”; o que quer dizer que somos sim brasileiros, de várias gerações, de várias etnias, e já é hora de aceitarmos isto. Muita gente vive no passado, tão distante que, às vezes, quer estar em um país da Velha Europa, Ásia, Oceania ou Norte América. Aqui tem Carnaval, e tantas outras coisas mais...

Chega uma hora que tem que optar, pois está muito fácil voltar hoje em dia. Confesso que voltei algumas vezes e senti muitas saudades do Brasil, do feijão com arroz, da batata e do aipim, da carne farta, do verde, de bastante comida mesmo, até demais, do Sol, entre outras tantas coisas. É claro que por lá existem coisas maravilhosas, mas não é a minha casa. E como dizia minha avó: “por mais pobrezinha que seja, bendita a minha casa.” Porque o importante mesmo é viver o presente com intensidade pois quem vive no passado se deprime e quem vive no futuro vai ter ansiedade, o que não é nada bom.

Então, por aqui, este novo ano traz esperança de que cheguem ao fim as mais de duas dezenas de operações Lava Jato, que sejam descobertas novas falcatruas e sejam apuradas e punidas. Os “grandes” sendo punidos é uma grande novidade.

Temos tudo para recomeçar de verdade. Na vida pessoal, profissional e, o melhor de tudo, na administração pública. É claro que tudo não pode e deva começar do zero... Ufa, pois todos devemos continuar os trabalhos que têm dado certo. Vamos ficar atentos, que somos também responsáveis pelo planejamento, projetos, obras e ações em prol do interesse público, votamos e votaremos novamente este ano.

Pede-se que tanto a presidente Dilma quanto o governador José Ivo Sartori, devidamente descansados após seus períodos de férias, ampliem o que pode ser feito, corrijam os rumos e façam o Brasil e o Rio Grande avançarem. E não vamos nos esquecer que o tempo cura quase tudo. Por isto, vamos dar tempo ao tempo, sem ansiedade profunda, as contas do ano vão ser pagas, de um jeito ou de outro, como nossos avós nos ensinaram. Da mesma forma como diziam: não é tão importante quão boa ou ruim é uma situação, pois ela mudará.

E embora o ano que passou tenha sido um misto de alegria e tristeza, de encontros e desencontros, de variadas emoções, risos, choros, ranger de dentes e caras emburradas, nenhum de nós pode esquecer de que estamos vivenciando um conjunto de experiências e continuamos aqui, e podemos mudar a qualquer momento, até de país...

Eu fico e vou enfrentar mais um ano, se Deus quiser. Feliz ano novo aos leitores que ficarem.

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