Marçal Junqueira

É Tempo de Mudanças...

02/04/2016 - Marçal Junqueira

É Tempo de Mudanças....

 
Estamos no outono, uma estação que não é quente e não é muito fria, caem as folhas das arvores e arbustos, e sempre dá um trabalho para recolhê-las nos pátios e nas ruas. Também para algumas árvores é tempo de poda. Há quem não goste do verão e adore o outono, também temos os que adoram o inverno, amam a primavera, ou se sentem melhor no outono. Eu lembro de um cidadão estrelense que no inverno ia viver no Nordeste, devido a problemas de saúde e só voltava na metade da primavera. Vamos reconhecer que aqui a região sempre é linda e cheirosa como uma mulher amada.
Como vemos, tem gosto para tudo, e nunca antes na história deste país as pessoas tem discutido tanto pelos seus gostos, cores, amores, dissabores, arte, política ou economia. Eu também nunca tinha vivenciado acontecimentos tão rápidos, atropelados em matéria de movimentos sociais. Sou do tempo das grandes famílias, dezenas de tios , quatro avós, muitos primos etc. Às vezes levava muito tempo para que as novidades acontecessem, quando aconteciam, marcavam a vida da gente; um casamento, um noivado, um nascimento, uma crisma, uma confirmação. Uma separação ou um divórcio, então, era coisa muito rara.
Todo mundo aguentava tudo no "osso do peito".  Até hoje eu não sei bem como aquentavam tanto e o o que isto significa isso. Quem souber por favor mande um email, mas vamos lá. Uma festa de casamento equivalia em número de pessoas a um velório na minha cabeça. Para mim eram os fatos mais marcantes. Porque as duas coisas, na minha cabeça, eram para sempre: morrer e casar.
Pois não é que rompeu-se o casamento entre o PT e o PMDB. No programa Contraponto da terça-feira, o radialista, amigo e tocaio Renato Worn, me surpreendeu com uma pergunta muito bem colocada no momento do debate que foi: “mas por que é mesmo que o PMDB rompeu com o PT? quais os motivos?... Confesso que o amigo me desconcertou. Mentalmente tentei encontrar uma resposta e não consegui. Talvez o leitor possa saber melhor. Ali no programa Contraponto, as opiniões são muito divergentes e os debates embora acalorados são sempre com fidalguia e respeito, embora como as estações do ano cada um seja e pense de um jeito.
Trago isto porque me preocupa o pensamento polarizado, ou você é grêmio ou é colorado, isto não existe mais. Eu posso sim ser Estrela Futebol Clube, Lajeadense ou Caxias. O mundo de hoje possibilita infinitas escolhas e oportunidades, bem como as infinitas variações das 7 cores do Arco-Íris ou as estações do ano. No inverno ou verão há inúmeras variações no mesmo dia. Parece que é isto que estaá acontecendo no Brasil.
E para finalizar a pergunta do Renato Worm que não quer calar: onde ficará o PMDB? O partido que quase desapareceu quando foi criado, que se tornou forte por causa dos “autênticos” do MDB antigo, do espírito democrático de Ulysses Guimarães, dos grupos de esquerda que se escondiam  em sua legenda, das Diretas Já, do Colégio Eleitoral, da Constituinte, da Constituição Cidadã, da luta por um desenvolvimento sustentado. Este partido ficará desta vez com os golpistas? Marchará com a direita, esquerda, centro ou a extrema-direita e os fascistas? Emparelhado com grupos que pregam nas ruas o retorno dos militares? Deixará seus aliados históricos, os democratas, os estudantes, os artistas, os intelectuais, a igreja, os setores avançados dos evangélicos?
 
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