Adriano Mazzarino

Coluna do Mazzarino

14/07/2017 - Adriano Mazzarino

Flores para os leitores: Eliane Martins Schmachtenberg, Valdéquio Almeida, Rita de Quadros, Celso Henz e Gerson Strehl.
 
“Um fanático é um orador completamente surdo.” (Gibran Kahlil Gibran – filósofo libanês).
 
Crônica
Livros, gente e vida!
Estou com seis livros sobre minha mesa. Deveria tirá-los para facilitar a visibilidade de anotações, folhas de papel e blocos. Sim, minha mesa, é um mundo desorganizado, admito.
 
Fui  buscá-los na biblioteca pública e percebi que devo imediatamente voltar a ler. Preciso ler, pois há muitas histórias que preciso conhecer.
 
Entrei lá e o ambiente serviu de blindagem. Ele neutraliza a diversidade de  problemas ou pseudo problemas que tenho ou suponho ter.
 
Reencontrei tipos famosos, distantes, próximos e desconhecidos. Autores que ofereceram seu tempo para si, para alguns e para a humanidade. Deixá-los  no isolamento é desrespeito, mesmo que muitos deles queiram e precisam da solidão.
 
Fui buscar livros também para combater o tempo digital. Estou lendo no papel, mas é na tela que escrevo. E, enquanto escrevo, tocou o celular, o WhatsApp  sinalizou e o Instagram cutucou. E ninguém fisicamente interferiu nesta conversa, até o momento, pelo simples fato de estar  escrevendo à noite, numa redação vazia.
 
Sim, é necessário fugir das redes, das curtidas, dos compartilhamentos, dos carinhas. Então, para mim, a melhor forma de ‘desligar’ e refletir é por meio da leitura Ela me isola das tensões e bobagens do cotidiano. É uma forma de filtro perante os conflitos, preconceitos e tensões.
 
Quando falei dos pseudos  problemas, lembrei de um que me aconteceu nesta semana. Estava “indignado” com uma boa fonte dos bastidores da política que, ao mesmo tempo que me dizia que nada tinha de informações, concedia entrevista numa rádio, observando fatos da região.  Um repórter nunca  aceita as “traições” das fontes.
 
Era de manhã cedo e antes de ligar para o citado, decidi acessar as redes sociais. Lá, no Facebook, uma senhora pedia para ser minha amiga. Aceitei e fui ver mais profundamente quem era. Era uma mãe de uma criança especial. E assim assisti um vídeo onde ela comemorava os primeiros passos da filha, após longo tratamento.
 
Naquele instante, vi minha burrice, egolatria e alienação. Minha necessidade de contatar com a fonte acabara ao ver o sorriso da mãe e da filha. Eu não tinha problemas. E quem poderia ter estava superando realidades, ampliando sentimentos, construindo esperanças. Me senti pequeno, tosco e infantil.
 
Nessa nossa conversa, comecei elogiando os livros e criticando o domínio das redes. Mas se não fossem as redes eu não teria visto o vídeo, que se transformou nessa crônica. E, entre nós, um desabafo.
Aí aprendi. Ou suponho ter aprendido. O mais importante não está nas redes ou nos livros. O fundamental está na conexão com a realidade. O exercício com o senso crítico em alerta.
Não culpar a tecnologia, ou os outros, pelas nossas limitações, miopias e preguiças. 
A vida real é maior que o meu umbigo!
 
 
Congresso da Famurs
Prefeitos da região participaram nesta quinta-feira, dia 6, em Porto Alegre, do Congresso da Famurs. Entre os presentes, os chefes de Executivo de Estrela, Imigrante, Itapuca, Doutor Ricardo, Coqueiro Baixo, Mato Leitão, Relvado, Venâncio Aires e Vale do Sol.  
 


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