Adriano Mazzarino

Coluna do Mazzarino

16/09/2017 - Adriano Mazzarino

Flores para os leitores: Regina Lopes da Silva, João Henrique Welter, Laudi Maria Barth,   Osmar Kisd, Leonica Fuhr da Silva

“O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.” (Clarice Lispector, escritora naturalizada brasileira e nascida na Ucrânia)
Os bastidores da Multifeira
Esta coluna circula por diversos setores. Em alguns surgem as fontes, que são leitores e amigos que relatam fatos e observações. Veja o que eu recebi ontem:
“A minha vizinha me perguntou se na Estrela Multifeira tinha acontecido todas as palestras e se não havia falhado nada. Comentei que estava tudo certo, que inclusive poderia acompanhar as notícias pelas redes sociais... Até aí tudo bem... Meia hora depois ela vai no meu apartamento com um outra senhora, e me faz a mesma pergunta. Eu respondo a mesma coisa.

A outra moça, entre uns 35 e 40 anos, morena e grávida, olha para mim e me pergunta novamente. Eu muito cansada, não entendendo nada, falei que sim, inclusive que devem ter feito muitos negócios, agroindústria estava maravilhosa, essas coisas.
As duas agradeceram e foram embora.
Ontem fiquei sabendo que o marido da grávida falou que foi na palestra de sexta-feira e que ela tinha sido transferida para sexta na parte da tarde, que não tinha produtos para vender, nem sucos...
Eu só não sei em que feira ele foi... !!!!!”

Estrela e a Multifeira
O comunicador Ricardo Sacks, da Rádio Sorriso/FM, me questionou: “Estrela está mais positiva?” Foi na tarde de domingo, final da Multifeira, onde estive no encerramento e na abertura.

Ando por Estrela quando a agenda regional pede e, às vezes, faço um giro nos cafés do Centro. Então não dá para acompanhar tudo como um típico morador ou um cidadão atento da vida local.
Por outro lado, a irregularidade das visitas permite um olhar filtrado. Uma série de observações, sentimentos e informações que a gente capta e joga em um grande liquidificador, mistura, aquece e reflete.
Acompanho Estrela faz uns dez ou quinze anos. E nestas andanças, percebo um sentimento de identidade maior. Há dois focos em progressão saindo da timidez e avançando para a visibilidade.
O primeiro é que o estrelense está se permitindo “verbalizar” suas potencialidades e gostos.
Não no conceito de exibição, mas no fato de compreender que os diversos predicados da cidade merecem destaque.
O segundo sentimento, também tímido, é que Estrela quer voltar a marcar “casamento” com a região. No passado tiveram um romance e romperam. Onde? Não sei!
Agora, reavaliando conceitos, as duas partes, estão se aproximando.
Os relatos expostos acima são conclusões da percepção de quatro momentos captados na Multifeira. No encontro com os grupos de dança que estavam divulgando o Festival do Chucrute;
na conversa com a direção da Faculdade La Salle que relatavam a estrutura de bastidores do evento; numa fala do prefeito dizendo do espaço do Porto como referência regional estava consolidado; e também as manifestações das lideranças da Cacis, liderados pelo Pedro Barth, que costuraram uma ótica regional da percepção de Estrela no cenário do Vale.
Então, voltando lá no início, disse ao comunicador Sacks que sim, Estrela estava mais positiva.
Há um sentimento de gostar de si e dos outros. Um sentimento que, aos poucos, vai ficando visível, tomando forma, construindo identidade local e integração com os municípios vizinhos.
Estrela é uma moça bonita, que desconfiada teme voltar ao baile onde perdeu um sapato. A Multifeira foi uma das diversas formas de Estrela voltar a sorrir.
Ao ver-se bela diante dos olhos de quem a olha, admira e respeita; despe seus ilusórios medos.
Dance Estrela!

 


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