Corrida pela artilharia na Soges

Corrida pela artilharia na Soges

ESTRELA – Paralisada em razão dos protocolos de segurança de combate à Covid-19, a 42ª Copa Soges – Torneio Integração ficará mais um sábado sem gols. Até agora, em 140 partidas, são 880 gols marcados por 258 jogadores. Apenas cinco atletas são responsáveis por 10% deles. Matheus Andrigo do Couto (21 gols), do Super 10 Original, lidera a corrida, um a mais que Guilherme Zart (Brocadores) e três a mais que João Felipe de Moura (18), colega de time.
Couto, ou Teteu como é mais conhecido, tem 21 anos. É natural e trabalha em uma imobiliária em Lajeado. Estar em campo, ou mesmo quadras de futsal, é algo que faz parte da sua rotina desde criança. Teteu joga em campeonatos amadores regionais e municipais, e outros certames, inclusive, em cidades vizinhas. Ultimamente, tem turma fixa para um bate-bola com amigos do Bairro Montanha. Por quase três anos foi atleta da Associação Lajeado de Futsal (Alaf), onde até o ano passado também brigou pela artilharia.

Organizado
Sua experiência na Soges iniciou em 2019, no Super 10 Original, quando apesar de não ter marcado tantos gols, foi eleito atleta revelação e craque da final da Série Ouro da Terceira Divisão. Sobre o campeonato da Soges, ele avalia: “É bem organizado, todas as divisões são equilibradas, não há favoritos, e isso a gente pode ver agora, quando na Copa Integração houve inicialmente uma mistura de todos os times, independente da divisão no ano anterior, e teve muito equilíbrio.” Sobre ter um colega de time colado na briga pela artilharia relata: “se ver ele melhor colocado do que eu para fazer o gol, vou buscar o passe, com certeza. Só espero que ele faça o mesmo”, brinca.

“Vivia com a bola nos pés”

Casado e pai de Pietro Augusto do Couto, de apenas 9 meses, Teteu teme pelo futuro do futebol como esporte popular. Destaca que, independentemente da pandemia, por diversos motivos vê o atual contexto mais complicado para quem gosta e deseja jogar. “E deve ficar ainda mais para as gerações futuras. Quando criança vivia com a bola nos pés. Não via a hora de crescer para jogar pelo principal campeonato de Lajeado, onde meu pai e meu irmão mais velho atuavam, e onde sempre os acompanhei. Hoje, não vejo esse desejo por parte da garotada, e tenho meu irmão mais novo como exemplo”, ressalta.
“Formávamos três, quatro times num campinho e era preciso dividir os minutos para dar tempo de todos jogarem. Agora, muitas vezes, não se formam nem dois times. E isso não se limita ao futebol, mas as mais diversas opções de lazer. Hoje, a garotada preza por um ambiente fechado, à frente da TV ou do celular”, destaca.

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